Florbela Espanca
Ai que loucas são as tuas musas,
Florbela Espanca, rosa dos meus ventos,
foco que me ilumina os sentimentos
nas horas em que a vida não recusas.
Teus sonetos são calmantes p´rá dor,
feliz de quem os lê quando entrevado,
que dorme toda a noite descansado
p´la doçura que tem o seu amor!
É o teu livro, mulher feita fogueira,
a cruz que eu tenho sempre à cabeceira
faz-me a falta que faz o pão prá boca.
Cada letra dos teus versos, Florbela,
são o sumo dos poemas do Rodela
e a raiva deste vento que me toca!

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