Caminhava pela rua fora com dificuldade. O peso dos dias fazia-se
sentir no seu “lombo” além do saco de sarapilheira com os poucos haveres que
sobraram dos trezentos e sessenta e cinco dias. Sabia que o seu fim estava por
horas. Por isso o arrastar pelas ruas da sua terra para todos verem o quanto é
difícil chegar a velho. Nestas situações todos esperam a sua “ida” com alegria.
Fazem festas. Gasta-se rios de dinheiro para comemorar a vinda de outro. Desde
que o Mundo é Mundo é o que tem acontecido.
Mas se olharmos para o passado cada vez mais somos contemplados com
anos piores. Mesmo assim continua-se a gastar rios de dinheiro para termos anos
piores. O povo enlouqueceu. Fazem-se greves por tudo e nada. Porque não para
mantermos este ano sabendo de antemão que vem aí um ainda pior. Mesmo assim
este não foi tão mau como o que substituiu. Conseguiu a reposição de certas
regalias sociais através do Tribunal Constitucional o que veio dar mais folga
às finanças dos portugueses. Por isso não compreendo a ânsia de o mandarem
embora. Usa-se dizer: “atrás de mim virá quem bom me fará”. É o que vai
acontecer. Embora este fizesse esquecer o de dois mil e doze. Assim, aconselho
a não se exorbitarem com a vinda do de dois mil e catorze porque as uvas passas
vão sair estragadas.
Depois desta reflexão vai continuar pela rua fora com dificuldade e o saco de sarapilheira com os poucos haveres que conseguiu juntar. Aliás, o que este governo permitiu que juntasse: miséria! Não se envergonha da sua situação. O mesmo está a acontecer a ele como aos idosos deste País. Só que com os idosos não lhes fazem festa e gasta-se rios de dinheiro: esperam que morram.
Depois desta reflexão vai continuar pela rua fora com dificuldade e o saco de sarapilheira com os poucos haveres que conseguiu juntar. Aliás, o que este governo permitiu que juntasse: miséria! Não se envergonha da sua situação. O mesmo está a acontecer a ele como aos idosos deste País. Só que com os idosos não lhes fazem festa e gasta-se rios de dinheiro: esperam que morram.

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