Os portugueses são pródigos na invenção. Há dias Cavaco Silva recebeu
no Palácio de Belém um grupo de jovens inventores no qual salientou a dinâmica do
empreendedorismo. Todo vaidoso disse aos jovens para não perderem a apetência
para o que são vocacionados. Espera que novos inventos continuem a surgir.
A propósito disso, lembrei-me de um invento que desapareceu, no reinado
de D. Afonso Henriques, e até hoje não houve nenhum inventor a tentar
reinventá-lo. Sei que a maioria dos portugueses não estão interessados. Fomos gerados
e criados para procedimentos iguais ao relato que passo a transcrever.
“Nos primeiros tempos da fundação da nacionalidade - tempo do nosso rei
D. Afonso Henriques - no fim de uma batalha o exército vencedor tinha direito
ao saque sobre os vencidos.
(Saque - s. m. : acto de saquear. Roubo público legitimado).
Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo 1º Rei de Portugal, o
seu corneteiro lá tocou para dar "início ao saque" a que as tropas
tinham direito e que só terminaria quando o mesmo corneteiro desse o toque para
pôr “fim ao saque”.
Mas, fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se,
antes de conseguir tocar o "fim ao saque".
E, até hoje, ninguém voltou a tocar, anunciando o fim do saque.
Afinal a culpa é mesmo do corneteiro!...
Haver de certeza que há. Mas Cavaco Silva e Passos Coelho por ora não
estão interessados. Interessa-lhes mais o saque que nos estão a fazer. Só vai
ordenar a invenção do toque quando estivermos na mesma condição da foto.


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