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sábado, 19 de janeiro de 2013

Inquérito a Paulo Campos:


Assisti ontem na íntegra à sua inquirição na Comissão de Inquérito às Parcerias Públicas Privadas através do Canal Parlamento. Gosto de assistir para depois tirar conclusões com o que nos comunica a nossa comunicação social quer escrita, vista ou falada. Faço isso porque já reparei nas deturpações que depois nos são descritas. Ao escrever este texto ainda não sei quais vão ser as notícias. Foi mau de mais para se dizer que ali é a casa da democracia.
Paulo Campos agradeceu o convite que lhe fizeram porque só assim é que se podia defender das falsidades que disseram sobre as suas decisões enquanto secretário de Estado do Ministério das Obras Públicas. Argumentou os factos com documentos tendo sido contrariado pelos deputados que compõem a maioria.
Hélder Amaral foi com argumentos que Paulo Campos contrariou e demonstrou que Hélder Amaral estava a mentir. Perante tal, Hélder Amaral insistiu, o que voltou a ser contrariado por Paulo Campos, agora com uma gravação sobre o que Hélder Amaral tinha proferido, ao que este ouviu e não desmentiu, porque eram verdadeiras, o que levou Hélder Amaral a ruborizar-se, o que deu para se notar, mesmo descontando a sua cor.
Mais adiante entrou em cena Nuno da Encarnação e ouviu da boca de Paulo Campos a frase que estava a fugir à realidade. Estes continuaram a sua lenga-lenga mas a serem contrariados por um Paulo Campos sempre sereno.
Os deputados Rui Paulo Figueiredo e Manuel Seabra contrariavam a forma como os deputados da maioria se comportavam com Paulo Campos, mas António Filipe, presidente da comissão, pouca ordem punha no debate.
Também tenho assistido a intervenções do plenário da Assembleia da República e já aqui manifestei o meu repúdio pela falta de respeito que ali grassa e até profetizei que um dia algum deputado vai chegar a vias de facto. Muitas vezes me tenho lembrado de Jaime Gama.
Mas o que se passou hoje naquela comissão foi mau de mais. Da parte da maioria os deputados Hélder Amaral, Altino Bessa, Nuno Encarnação e Emídio Guerreiro deram a quem os ouvia um espectáculo de má educação e arrogância sendo que Emídio Guerreiro também faz parte da presidência da comissão e devia dar o exemplo.
Os deputados Rui Paulo Figueiredo e Manuel Seabra tiveram conduta de louvar porque se assim não fosse não resistiam a tal vexame. Sempre que Rui Paulo Figueiredo  fazia interpelação à mesa era sempre contrariado por António Filipe. As interpelações por parte da maioria António Filipe admitia. Espero que veja a gravação e reflicta para não voltar a acontecer o mesmo.
Felicito Karina Oliveira e Bruno Dias pelo exemplo que deram como se deve comportar os deputados. A, Emílio Guerreiro, vi há dias um comentário num jornal diário a chamar-lhe trauliteiro e garoto. Na altura achei o comentário severo de mais, hoje pela forma como se comportou acho de menos.
Esta sexta-feira nem era treze. Há pouco tempo o Canal Parlamento começou a ser transmitido em sinal aberto mas a decorrer assim prevejo que são os telespectadores que lhe vão dar o sinal fechado. 

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