Ontem fui prestá-la e incorporar-me no cortejo fúnebre de
um colega meu que muito prezava e continuo a prezar. Por questões não reveladas
causou a sua própria morte. Em Freamunde de há uns anos para cá tem acontecido
amiúde. No País ultimamente também acontece o mesmo. Dizem os psiquiatras, psicólogos, sociólogos e quem lida com a matéria do suicídio que não tem explicações para o
caso mas com o deteriorar do País e da Europa mais casos venham a acontecer. Nunca
pensei que viesse a acontecer com o meu amigo.
Há muitos anos que nos conhecemos e vi sempre nele uma pessoa
ponderada, recta e honesta. Quando ingressou nos Serviços Prisionais foi
destacado para o Algarve. Umas vezes no E. P. R. de Faro outras nos E. P. de
Apoio: Olhão e Silves.
Sempre que vinha a casa, o que raramente acontecia devido à longitude, vinha conversar comigo e dava-me a conhecer que andava desmotivado pelo facto de estar longe da família e da terra. Via que era muito saudoso da família e da terra mas aconselhava-o a não desistir porque o mais difícil estava conseguido – o ingresso nos Serviços Prisionais – e que a breve momento dava-se a sua transferência para um Estabelecimento Prisional na área do Porto. Assim aconteceu passado pouco tempo.
Um dia veio estar comigo a agradecer a força de coragem que lhe dei e que tinha sido transferido para o E. P. de Paços de Ferreira.
Sempre que vinha a casa, o que raramente acontecia devido à longitude, vinha conversar comigo e dava-me a conhecer que andava desmotivado pelo facto de estar longe da família e da terra. Via que era muito saudoso da família e da terra mas aconselhava-o a não desistir porque o mais difícil estava conseguido – o ingresso nos Serviços Prisionais – e que a breve momento dava-se a sua transferência para um Estabelecimento Prisional na área do Porto. Assim aconteceu passado pouco tempo.
Um dia veio estar comigo a agradecer a força de coragem que lhe dei e que tinha sido transferido para o E. P. de Paços de Ferreira.
Desde cedo conquistou a confiança dos seus superiores e foi seleccionado
para serviços de maior responsabilidade. Com a abertura dos Pavilhões
Complementares, hoje E. P. Regional do Vale do Sousa, foi dos primeiros a ser
seleccionado.
Ali desempenhou serviço na Portaria do E. P., (espelho de todo o E. P.) e de Graduado de Serviço. Estes lugares são de maior responsabilidade pelo que requer pessoas ponderados e bons profissionais. Foi o aconteceu a este meu amigo.
Ali desempenhou serviço na Portaria do E. P., (espelho de todo o E. P.) e de Graduado de Serviço. Estes lugares são de maior responsabilidade pelo que requer pessoas ponderados e bons profissionais. Foi o aconteceu a este meu amigo.
Quando para ali fui prestar serviço como co-responsável - o responsável-mor
era o Chefe de Guardas, Barreira, que estava imbuído da chefia do E. P. Paços de
Ferreira e P. Complementares - ainda era Graduado de Serviço e foi sempre de
uma lealdade ímpar para comigo.
Sei que é uma das situações que se tem de ter para com os seus superiores e serviço mas não acontece com todos que são seleccionados para essa função. Com ele era. Punha acima de tudo o E. P. e o serviço. Chegou a criar uma secção de atletismo entre vários guardas da corporação e a participar em várias provas a nível nacional com atletas profissionais.
Sei que é uma das situações que se tem de ter para com os seus superiores e serviço mas não acontece com todos que são seleccionados para essa função. Com ele era. Punha acima de tudo o E. P. e o serviço. Chegou a criar uma secção de atletismo entre vários guardas da corporação e a participar em várias provas a nível nacional com atletas profissionais.
Com este historial não é de estranhar a afluência de pessoas que
quiseram estar presentes no cortejo fúnebre para a sua última residência. Fui
um dos muitos que o incorporou e aqui faço um elogio público com a forma como
os seus superiores hierárquicos e camaradas de profissão se prontificaram a
prestar-lhe a última homenagem. Não digo que foi lindo, porque o momento não era
para alegria, mas que foi digno, isso foi. O corpo de Guardas Prisionais do E. P. Vale do Sousa estão de parabéns pela forma como trataram este acto.
Em nome dos Freamundenses aqui deixo a minha admiração pela forma como
se comportaram e não deixem de a praticar sempre que seja preciso. E as lágrimas
vertidas ele mereceu-as.
PS – Não me refiro ao nome do meu colega neste texto porque não pedi
autorização à família para o publicar. Mas a maioria sabe de quem se trata.
Também o queria fazer pela consideração que ele me merecia.
Paz à sua alma.

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