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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Quem sai aos seus não é de Genebra:


Há momentos e factos que de vez em quando nos vem á memória. Recordar certos factos e se eles forem de uma viagem que seja dada pela primeira a uma terra ou um país mais à memória nos vem. Acerca de vinte e nove anos fui pela primeira ao Algarve. Um amigo que desempenhava funções de motorista numa empresa de móveis convidou-me para ir com ele. Esta viagem tinha a duração de três dias. Aceitei de bom grado pois era a forma de conhecer algo do Algarve por tuta e meia. Assim partimos.
Depois de se descarregar em certas lojas de móveis que tinham efectuado várias encomendas fomos dormir a Boliqueime. Nessa altura Boliqueime era como a maioria das terras portuguesas: desconhecida. Não fiquei tão deslumbrado como fiquei com Portimão, Lagos, Tavira, Vila Real de S. António e Albufeira. Nesta última também pernoitamos. Passados anos vim a tomar conhecimento que um habitante de Boliqueime num passeio que resolveu oferecer à esposa foi parar à Figueira da Foz.
Por acaso ou por falta de gasolina foi parar a um congresso que o PPD/PSD, assim chamado nessa altura, ali realizou e saiu dali como presidente do partido. Daí para cá tanto ele como Boliqueime são uma referência para o País mas pelos maus motivos. Nunca uma terra deu tamanha abécula, a não ser Santa Comba Dão, e a terra, não se sabe qual, que deu Passos Coelho, pois não se sabe ao certo de onde é oriundo: uns dizem Transmontano outros Angolano mas estou mais inclinado para a segunda hipóteses.
Antes qualquer referência a Boliqueime era às bombas de gasolina de Teodoro Gonçalves da Silva, que por acaso é pai do Aníbal. Hoje as referências são muitas e não há gato-pingado que não as conheça. Para terem uma ideia atentem no que a nossa comunicação social nos presenteia sobre Boliqueime. Depois os ditados populares têm razão em nos dar exemplos como este: “quando um cão tem carraças até as pulgas fogem dele”, “ou à terra que fores ter faz como vires fazer”.
É o que nos tem presenteado a comunicação social com factos que estão a acontecer em Boliqueime. Quando por algum azar perdemos um braço a Providência Divina ou a Natureza redobra o outro. Julgo que é o que está a acontecer ali. Saiu “um” mas Boliqueime foi comtemplado com “outros”.

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