Diziam e com razão. Senhora da Conceição de sol, Santa Luzia de chuva.
Foi o que aconteceu com o dia de hoje. A manhã começou com uma chuva miudinha,
daquelas arreliadoras, que não dá para abrir o guarda-chuva ou não dá para ir
com ele fechado. Nesta manhã não faltaram compradores e os muitos vendedores
davam graças a Santa Luzia pelo estado do tempo e se possível que assim fosse a
tarde.
Nestas coisas as profecias valem o que valem. Se assim fosse todos pediam sol na eira e chuva no nabal ao mesmo tempo. Outros dizem que Deus quando fez o mundo esqueceu-se de nos providenciar com um qualquer dispositivo e aí nós regulávamos o tempo ou outro evento à nossa feição. Isto é que era a cereja em cima do bolo.
Enquanto isso não acontece temos que viver com aquilo que nos dão. E... não me estou a referir à “nossa querida" Jonet. Esta se pudesse é que nos regulava a vida.
Nestas coisas as profecias valem o que valem. Se assim fosse todos pediam sol na eira e chuva no nabal ao mesmo tempo. Outros dizem que Deus quando fez o mundo esqueceu-se de nos providenciar com um qualquer dispositivo e aí nós regulávamos o tempo ou outro evento à nossa feição. Isto é que era a cereja em cima do bolo.
Enquanto isso não acontece temos que viver com aquilo que nos dão. E... não me estou a referir à “nossa querida" Jonet. Esta se pudesse é que nos regulava a vida.
Mas voltando à questão a que me levou a escrever este texto. Nós,
Freamundenses, temos carinho e respeito pelas nossas Santas e Santos. Entre
várias conversas que ouvi hoje, umas eram: que era melhor chover no dia de
Nossa Senhora de Conceição do que no dia de Santa Luzia.
Argumentavam que esta festa-feira é mais importante. Há um monte de negócio a fazer e assim o prejuízo foi muito para o comércio de Freamunde. Disse que não se podia ver só por esse prisma. Se assim fosse os mais pequenos nunca teriam voz.
Aqui há anos havia um programa radiofónico em que o título era o seguinte: dos fracos não reza a história. Sendo assim Hitler é que tinha razão. Queria construir uma raça superior. Os mexilhões não tinham razão de existir. Como em tudo na vida tem de haver a diversidade. Dou como exemplo o seguinte:
"Prato de arroz"
Argumentavam que esta festa-feira é mais importante. Há um monte de negócio a fazer e assim o prejuízo foi muito para o comércio de Freamunde. Disse que não se podia ver só por esse prisma. Se assim fosse os mais pequenos nunca teriam voz.
Aqui há anos havia um programa radiofónico em que o título era o seguinte: dos fracos não reza a história. Sendo assim Hitler é que tinha razão. Queria construir uma raça superior. Os mexilhões não tinham razão de existir. Como em tudo na vida tem de haver a diversidade. Dou como exemplo o seguinte:
"Prato de arroz"
Uma senhora estava colocando flores no túmulo de um parente quando vê
uma chinesa colocando um prato de arroz na lápide ao lado.
Ela se vira para a chinesa e pergunta:
- Desculpe-me, mas a senhora acha mesmo que o seu defunto virá comer o
arroz?
E a chinesa responde:
- Sim, geralmente na mesma hora em que o seu vem cheirar as flores!
Por isso temos de respeitar o que a Natureza nos oferece. Nada nos é
posto ao acaso. A Nossa Senhora da Conceição por ser uma festa mais pequena
tem o mesmo direito de desfrutar de um dia de sol ou de chuva como a Santa
Luzia.
Mesmo com o dia, principalmente a tarde, com chuva intensa não faltavam forasteiros a visitar-nos e a concorrer para que o negócio fosse próspero.
O capão, rei da feira de Santa Luzia, estava todo garboso no local a si destinado. Antigamente em qualquer lugar era exposto. Com a doença, aqui há anos das aves, arranjou-se um local próprio. Também baixou a sua venda e os organizadores da feira de Santa Luzia tem de repensar o destino a dar-lhe.
Com a criação da Confraria do Capão esperavam-se e ainda se espera novas soluções. Por que não mais que um dia? Assim os vendedores e compradores não estavam sujeitos a um dia de sol ou de chuva. Promovia-se melhor a publicidade ao capão.
Mesmo com o dia, principalmente a tarde, com chuva intensa não faltavam forasteiros a visitar-nos e a concorrer para que o negócio fosse próspero.
O capão, rei da feira de Santa Luzia, estava todo garboso no local a si destinado. Antigamente em qualquer lugar era exposto. Com a doença, aqui há anos das aves, arranjou-se um local próprio. Também baixou a sua venda e os organizadores da feira de Santa Luzia tem de repensar o destino a dar-lhe.
Com a criação da Confraria do Capão esperavam-se e ainda se espera novas soluções. Por que não mais que um dia? Assim os vendedores e compradores não estavam sujeitos a um dia de sol ou de chuva. Promovia-se melhor a publicidade ao capão.
Exponho este assunto, para os decisores desta terra e feira, pelo
motivo de estarmos a ser ultrapassados em tudo.
Outrora éramos um exemplo em tudo o que inventávamos e hoje deparamos que assim não é. A feira de Santa Luzia é mais antiga que as festas Sebastianas e é ver como a promovem de ano a ano os seus festeiros. Por que não pensar o mesmo para a Santa Luzia?
Se queremos ver Freamunde sempre nos da frente têm de se arranjar soluções. E, Freamunde ainda tem entre os seus habitantes pessoas capazes disso.
Outrora éramos um exemplo em tudo o que inventávamos e hoje deparamos que assim não é. A feira de Santa Luzia é mais antiga que as festas Sebastianas e é ver como a promovem de ano a ano os seus festeiros. Por que não pensar o mesmo para a Santa Luzia?
Se queremos ver Freamunde sempre nos da frente têm de se arranjar soluções. E, Freamunde ainda tem entre os seus habitantes pessoas capazes disso.
Vamos pôr em prática o que recebemos dos nossos antepassados.



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