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sábado, 1 de dezembro de 2012

1º. Dezembro de 2012:


É o último ano em que se comemora o 1º. Dezembro como dia feriado. Tudo isto acontece com um Governo que tudo rouba ao seu povo. Não só aos actuais como aos que muito contribuíram para o enriquecimento de Portugal. Homens que puseram a própria vida ao sabor dos valores da Pátria. Não se importando com os valores familiares – primeiro estava o País – porque não há Pátria sem família e vice-versa.
Homens que no momento em que a Pátria mais necessitava deles abdicaram dos seus ideais. Nomes sonantes e depois os anónimos. Todos por um ideal: verem-se livres do jugo estrangeiro. 
Estavam fartos de serem feridos e gozados na sua dignidade. Assim os cinquenta conjurados – quarenta da nobreza e dez do clero - a um de Dezembro de 1640 invadiram o Paço da Ribeira onde se encontrava a vice-rainha de Portugal, a Duquesa de Mântua e o seu secretário-geral Miguel de Vasconcelos.
Perante a invasão, a Duquesa de Mântua escondeu-se num armário e Miguel de Vasconcelos foi "defenestrado" (atirado pela janela) o que lhe causou a morte, e proclamaram rei D. João IV, Duque de Bragança descendente de D. João I, aos gritos de "Liberdade". 
O povo e toda a nação portuguesa acorreram logo a apoiar a revolução, Restauração da Independência, e assim, D. Filipe III de Portugal e IV de Espanha], que se encontrava já a braços com uma revolução na Catalunha, não teve como retomar de imediato o poder em Portugal.
Para memória e reconhecimento aqui vão os nomes dos conjurados: D. Afonso de Menezes, Mestre de Sala d’el Rei D. João IV; D. Álvaro de Abranches da Câmara, General do Minho, do Conselho de Guerra; D. Antão de Almada, 7.º conde de Avranches, 10.º senhor dos Lagares d´El-Rei [1], 5.º senhor de Pombalinho e Governador da Cidade; D. António de Alcáçovas Carneiro, Senhor do Morgado de Alcáçovas, Alcaide-Mor de Campo Maior e Ouguela; D. António Álvares da Cunha, Senhor de Tábua; D. António da Costa, Comendador na Ordem de Cristo, Senhor do Morgado da Mustela; D. António Luís de Menezes, 3º Conde de Cantanhede, 1º Marquês de Marialva; D. António Mascarenhas, Comendador de Castelo Novo na Ordem de Cristo; António de Melo e Castro, Capitão de Sofala, Governador da Índia; António de Saldanha, Alcaide-mor de Vila Real; António Teles de Meneses, 1º e último Conde de Vila Pouca de Aguiar; D. António Telo, Capitão-mor das Naus da Índia; Ayres de Saldanha, Comendador e Alcaide-mor de Soure; D. Carlos de Noronha, Comendador de Marvão, presidente da mesa da Consciência e Ordens; D. Estevão da Cunha, Prior de S. Jorge em Lisboa, Cónego da Sé do Algarve, Bispo eleito de Miranda; Fernão Teles da Silva, 1º Conde de Vilar Mayor, Governador das armas da província da Beira; D. Francisco Coutinho, filho de Dona Filipa de Vilhena que o armou Cavaleiro e a seu irmão; D. Fernando Telles de Faro, Senhor de Damião de Azere, de Santa Maria de Nide de Carvalho; Francisco de Melo, Monteiro-mor; Francisco de Melo e Torres, 1º Conde da Ponte, Marquês de Sande, General de Artilharia; D. Francisco de Noronha, irmão do 3º Conde dos Arcos; Francisco de São Payo; D. Francisco de Sousa, 1º Marquês de Minas, 3º Conde do Prado; D. Gastão Coutinho, Governador do Minho; Gaspar de Brito Freire, Senhor do Morgado de Santo Estevão de Nossa Senhora de Jesus na Baía, Brasil; Gomes Freire de Andrade, Capitão de Cavalos; Gonçalo Tavares de Távora, Capitão de Cavalos; D. Jerónimo de Ataíde, 6º Conde de Atouguia; D. João da Costa, 1º Conde de Soure; D. João Rodrigues de Sá e Menezes, 3º Conde de Penaguião; João de Saldanha da Gama, Capitão de Cavalaria; João de Saldanha e Sousa; D. João Pereira, Prior de S. Nicolau, Deputado do Santo Ofício. João Pinto Ribeiro, Bacharel em Direito Canónico, Juiz de Fora de Pinhel e de Ponte de Lima; João Sanches de Baena, do Conselho de Sua Majestade, Desembargador do Paço, Doutor em Cânones; Jorge de Melo, General das galés, do Conselho de Guerra; D. Luís de Almada, filho de D. Antão de Almada; Luis Álvares da Cunha, Senhor do Morgado dos Olivais; Luís da Cunha de Ataíde; Luís de Mello, Porteiro-mor; D. Manuel Child Rolim; Martim Afonso de Melo, 2º Conde de São Lourenço, Alcaide-mor de Elvas; Miguel Maldonado, Escrivão da Chancelaria-Mor do Reino; D. Miguel de Almeida 4.º conde de Abrantes; D. Nuno da Cunha de Ataíde, 1º Conde de Pontével; D. Paulo da Gama, Senhor do Morgado da Boavista; Pedro de Mendonça Furtado, Alcaide-mor de Mourão; D. Rodrigo da Cunha, Arcebispo de Lisboa; Rodrigo de Figueiredo de Alarcão, Senhor de Ota; Sancho Dias de Saldanha, Capitão de Cavalos; D. Tomas de Noronha, 3º Conde dos Arcos; Tomé de Sousa, Védor da casa real, Trinchante-mor; D. Tristão da Cunha de Ataíde, Senhor de Povolide, Comendador de São Cosme de Gondomar; Tristão de Mendonça.
Dizem que factos da história são como água do rio: “não passa no mesmo sítio duas vezes”. Concordo que sim. Mas que há semelhanças isso há. Os Conjurados reuniram-se dias antes do primeiro de Dezembro e ali limaram as arestas para a revolta. Foi a um sábado que se deu o golpe. Também Mário Soares e mais setenta e tal personagens escreveram uma carta que ficou a ser conhecida como “carta aberta” ao Primeiro-ministro, talvez aqui, também se estão a limar as arestas, para que Passos Coelho mude de política ou caso contrário se demita. 
Se Passos Coelho tiver um pingo de inteligência, coisa que não abunda na cabeça dele, está a tempo de fazer a única coisa que lhe resta: demitir-se.
Às pessoas eloquentes sobejam estas atitudes mas, Passos Coelho, não tem valor para actos de dignidade. Temos que esperar que os novos Conjurados lhe façam ver a janela por onde há-de sair.

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