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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Num mês e trinta folhas A4:


Hoje os comentadores políticos, politólogos e afins, para não dizer outra coisa, já contestam o que vêm cá fazer os senhores da Tróica. Há um ano e pico teciam loas à forma como aqui chegaram e detectaram os maiores problemas do País. O que os nossos governantes precisavam de anos para resolver, eles num mês resolveram e, em trinta folhas A4, descreveram a realidade do País. Era tudo um mar de rosas! Só que as rosas também são compostas de espinhos. E... os espinhos estão aí.
Agora dizem que não sabem o que eles cá vêm fazer. Que é um insulto – também acho, mas desde sempre – aos economistas portugueses. Que vêm ganhar rios de dinheiro e cada vez os portugueses estão mais empenhados. Mas o que se esperava quando tudo se fez para a vinda deles com o chumbo do PECIV! Não sabiam que íamos ser entregues aos agiotas? Ou vinham-nos ajudar pelos nossos lindos olhos. Com o País cada vez pior, as medidas Gasparianas só nos leva à desgraça, é que os aprendizes de feiticeiro vêm dizer ai jesus.

Depois, Victor Gaspar acha que é insultuoso que lhe digam que o governo português não defende os interesses de Portugal. Alguém duvida? Nunca vimos ou ouvimos o Primeiro-ministro ou o ministro das Finanças baterem o pé às medidas que nos são impostas. Sempre de comum acordo. Por menos D. Afonso Henriques mandou os espanhóis às favas. Victor Gaspar diz-se ofendido pelos deputados dizerem-lhe as verdades na cara.
Está habituado a falar por metáforas e a julgar que está a dar aulas a crianças. Não se apercebe que está a dialogar com quem tem anos e anos de deputado! Está a dar cabo dos portugueses e do País e ainda pretende que os seus “súbditos” lhe prestem vassalagem! A quem devia chamar à atenção não o faz.
Ainda bem que Vieira da Silva, Presidente da Comissão de Finanças, em poucas palavras e num tom mais rápido disse-lhe que quem coordenava os trabalhos era ele e só ele. Não via onde Victor Gaspar tinha sido insultado. Para português meia palavra basta.
Não sei se Victor Gaspar percebeu o toque. Com a chamada de atenção Vieira da Silva deu-lhe a entender que Victor Gaspar não estava no Ministério das Finanças ou a falar para o sô Álvaro.   

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