quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Vinte e sete de Novembro. Dia Negro:


Logo pela manhã umas nuvens negras ameaçavam mau tempo. Não era no "canal" mas sim no País. Quando assim é quem não trabalha por vários motivos, reformados, desempregados, quem nunca o pôde fazer derivado à crise e oportunidade remete-se ao aconchego da casa. Pela janela continuo a ver a negrura do dia. Negrura que me dá o Canal Parlamento, pelas imagens e declarações, que os vários deputados da maioria parlamentar vão debitando para desconsolo nosso. Houve até um que disse que o aumento do IVA para a restauração se devia ao facto de proliferar muitas empresas em Portugal.
Não hajam dúvidas que declarações como as do deputado Virgílio Macedo, do PSD, se fosse num país a sério em lugar de ser remunerado pelo Estado tinha de pagar um imposto por uso indevido de instalações e funções para as quais não está vocacionado. Quando ouço e vejo assim pessoas lembra-me histórias da minha infância, sendo uma delas: "o Burro e o Palácio". Chegamos ao grau zero da nossa democracia.
Sabe-se que há dias que ficaram gravados nos anais da história. Uns, por feitos heróicos. Outros, por feitos cobardes. É o que vai acontecer a este vinte e sete de Novembro de dois mil e doze. O calendário da vida não tem culpa pelo que acontece a este dia. Os homens, esses sim, é que estragaram um dia que seria igual a tantos outros, caso não se desse, o caso, que foi a aprovação do Orçamento de Estado para dois mil e treze. Eis a fotografia e nomes dos que que cavaram a sepultura de Portugal. Espero um dia vê-los julgados por traição à Pátria.
Estou em crer que tudo o que aprovou esta maioria não vai avante. Não por termos um timoneiro que o impeça! Esse está marimbando-se para o sentir dos portugueses: só quer sol na eira e chuva no naval ao mesmo tempo. Serão homens com agá grande que vão travar este orçamento e esta maioria.
Estamos em vésperas de comemorar o primeiro de Dezembro e prevejo que estes homens com agá grande vão arremessar pela janela os traidores da Pátria. Ao contrário de mil seiscentos e quarenta em lugar de um vão ser treze.
Pela minha janela continuo a ver a negrura deste dia e o Canal Parlamento há muito que deu por findo a triste figura dos deputados da maioria com a aprovação do famigerado orçamento. Paz às nossas almas que vamos precisar dela.

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