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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Passos Coelho e a Peçonha:


Deu-me pena ver o ar tristonho de Passos Coelho na comunicação que fez ao País através dos vários canais de televisão da sede do PSD sobre a derrota nas eleições regionais dos Açores. Assumiu a derrota quando em nada contribuiu para ela. Aliás, a candidata Berta Cabral, tudo fez, para desligar Passos Coelho destas eleições. Foi uma espécie de repelir a "peçonha". “É impedido o animal que por sua espécie, tamanho, ferocidade, peçonha ou saúde, comprometa o conforto e a segurança de qualquer cidade, vila ou qualquer localidade do País incluindo as Ilhas". “Elas têm suas quelíceras - primeiros pares de apêndices perto da boca - com diversas articulações. Nos invertebrados, as quelíceras em geral servem para apanhar as presas e, nas aranhas, podem ser pontiagudas para injectar a peçonha, tóxica para a caça.”  Com peçonha ou sem ela é que Passos Coelho resolveu não pôr ali os pés. 
Ao contrário, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes, que julgaram do alto do seu púlpito que era ali chegar debitar umas bacoradas e Berta Cabral era a nova governadora dos açorianos. Os açorianos têm perspicácia para verem ao longe qual a finalidade destes dois artistas. Parecem os saltimbancos. Aparecem em tudo que é sítio. Mas logo se vê que as suas homilias não produzem efeito.
Nas televisões ou outros lugares que vão votar faladura não há contraditório, assim como nos comícios, em que é uma espécie de treino de avançada contra a defesa em que o treinador põe e dispõe os seus jogadores conforme a conveniência da jogada a desenrolar. O pior, para quem se mete nestas andanças, é que há adversários e os confrontos não é de avançada contra a defesa, aqui joga-se o historial o que se fez e o que se quer fazer, os seus avanços e recuos.
Como estava dizendo, Rebelo de Sousa e Marques Mendes, deslocaram-se ali na condição de fogueteiros e julgaram que era chegar ali votar lume nos foguetes porque a festa estava celebrada. Só que os foguetes não subiram e tiveram de os apanhar sem arrebentar.
Por isso achava que após se saber os resultados finais, Rebelo de Sousa e Marques Mendes, vinham assumir as suas culpas. Mas está visto e revisto que as suas figuras não são um valor acrescentado à politica portuguesa e o que querem é umas idas às televisões e tudo o que é sítio para comer e passear à custa dos meliantes. 

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