Se os Portugueses em cinco de Junho de dois mil e onze fizessem o mesmo a Passos Coelho,
como fez o lenhador ao leão, não éramos enganados como fomos. Prometeu-nos o céu e deu-nos o inferno. Isto de
confiar em "miúdos", leva-nos aos provérbios populares de que, "quem se mete com crianças pode sair borrado". Querem passar por quem não são, com isso, leva-nos a recordar as fábulas de Esopo, escritas no século V a. C., que estão sempre actualizadas.
"Certa vez um leão se
apaixonou pela filha de um lenhador e foi pedir a mão dela em casamento. O
lenhador não ficou muito animado com a ideia de ver a filha com um marido
perigoso daqueles e disse ao leão que era uma honra, mas muito obrigado, não
queria. O leão se irritou; sentindo o perigo, o homem foi esperto e fingiu que
concordava:
- É uma honra, meu senhor, mas que dentões o senhor tem! Que garras compridas! Qualquer moça ia ficar com medo. Se o senhor quer casar com minha filha, vai ter que arrancar os dentes e cortar as garras.
O leão apaixonado foi correndo fazer o que o lenhador tinha mandado; depois voltou à casa do pai da moça e repetiu seu pedido de casamento. O pai esperto que já não sentia medo daquele leão manso e desarmado, pegou num pau e tocou o leão para fora de casa à paulada."
- É uma honra, meu senhor, mas que dentões o senhor tem! Que garras compridas! Qualquer moça ia ficar com medo. Se o senhor quer casar com minha filha, vai ter que arrancar os dentes e cortar as garras.
O leão apaixonado foi correndo fazer o que o lenhador tinha mandado; depois voltou à casa do pai da moça e repetiu seu pedido de casamento. O pai esperto que já não sentia medo daquele leão manso e desarmado, pegou num pau e tocou o leão para fora de casa à paulada."

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