quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Amor de Perdição no Prós e Contras:


Assisti ao programa porque gostei do tema e sou um fervoroso adepto do escritor Camilo Castelo Branco e grosso modo do programa Prós e Contras. Não pela apresentadora que de há uns tempos a esta parte tem sentido dores de barriga por alguma crítica ao programa ou a algum convidado. A missão do moderador/a é deixar a conversa fluir e não estar sempre a interromper ou intervir com isso denotando a tal dor de barriga.
Foi enaltecido o papel de Camilo Castelo Branco na literatura portuguesa e os vários livros por ele escrito sendo que Amor de Perdição foi o mais conhecido e tornou-se numa peça de teatro que várias companhias de teatro profissional ou amador levaram à cena. Falo dele com conhecimento de causa porque fui várias vezes assistir à sua exibição na Associação de Socorros Mútuos Freamundense, local exíguo, mas onde são exibidas belas peças de teatro quer pelo Grupo de Teatro da Associação Cultural Recreativa Pedaços de Nós, que pôs em cena durante vários fins-de-semana do ano passado, Amor de Perdição, e o Grupo Teatral Freamundense com outras peças. 
Amor de Perdição traz-nos os amores e desamores de Simão Botelho com Teresa e Mariana. Onde levou à sua própria condenação, com o degredo, por ter matado o seu rival Baltasar Coutinho e ter causado a morte do seu amigo João da Cruz, pai de Mariana, sua estimável companheira das horas de infortúnio.
Nesse tempo o amor era vivido mais intensamente e para ter a permissão dos seus progenitores era preciso cair-se em graça. Quando era o contrário e a filha teimava em levar a sua avante, dava regra geral em tragédia, basta lembrar Amor de Perdição e Romeu e Julieta que puseram em desavença suas famílias.
Hoje as coisas são mais simples. Namoram e no primeiro encontro já trocam várias carícias, coisa que há uns anos era impensável: um aperto de mão nos primeiros encontros, uma primeira saída num dia de festa mas na companhia de uma pessoa de família e não passava disso. Nos tempos que correm casam-se sem se conhecerem bem. Não há tragédias que levam à morte mas levam à tragédia que é o divórcio em que são os filhos quando os há a padecerem.

Sem comentários:

Enviar um comentário