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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Estão verdes, não prestam:


"Embora haja várias formulações (como essa que refere ou, mais simplesmente. «Estão verdes!» – exclamação referente àquilo que uma pessoa cobiça, mas de que desdenha por estar fora do seu alcance), a expressão consagrada é «Estão verdes, não prestam». Dela respigamos o que escreveu Orlando Neves, no seu Dicionário das Origens das Frases Feitas (Lello & Irmão Editores, Porto):" 
«A frase é do domínio comum para indicar alguém que desdenha algo porque não pode obter. Também a sua origem é conhecida. Corresponde a uma das fábulas que La Fontaine reescreveu: Eis a versão dela, feita por Bocage:

"Contam que certa raposa,
andando muito esfaimada,
viu roxos, maduros cachos
pendentes de alta latada.


De bom grado os trincaria,
mas sem lhes poder chegar,
disse: 'Estão verdes, não prestam,
só cães os podem tragar!'


Eis cai uma parra, quando
prosseguia o seu caminho,
e, crendo que era algum bago,
volta depressa o focinho."»

Todas as noites Mário Crespo ao despedir-se dos telespectadores do seu programa "Jornal das Nove" da SICN, diz o seguinte: cada dia que passa a RTP custa mais um milhão de euros. Este texto vem demonstrar como um sabujo, como ele, não tem respeito pelo prato em que comeu e queria continuar a comer.

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