"Embora haja várias
formulações (como essa que refere ou, mais simplesmente. «Estão verdes!» –
exclamação referente àquilo que uma pessoa cobiça, mas de que desdenha por
estar fora do seu alcance), a expressão consagrada é «Estão verdes, não
prestam». Dela respigamos o que escreveu Orlando Neves, no seu Dicionário
das Origens das Frases Feitas (Lello & Irmão Editores, Porto):"
«A frase é do domínio comum para indicar alguém que desdenha algo porque não pode obter. Também a sua origem é conhecida. Corresponde a uma das fábulas que La Fontaine reescreveu: Eis a versão dela, feita por Bocage:
«A frase é do domínio comum para indicar alguém que desdenha algo porque não pode obter. Também a sua origem é conhecida. Corresponde a uma das fábulas que La Fontaine reescreveu: Eis a versão dela, feita por Bocage:
"Contam
que certa raposa,
andando muito esfaimada,
viu roxos, maduros cachos
pendentes de alta latada.
andando muito esfaimada,
viu roxos, maduros cachos
pendentes de alta latada.
De
bom grado os trincaria,
mas sem lhes poder chegar,
disse: 'Estão verdes, não prestam,
só cães os podem tragar!'
mas sem lhes poder chegar,
disse: 'Estão verdes, não prestam,
só cães os podem tragar!'
Eis cai uma parra, quando
prosseguia o seu caminho,
e, crendo que era algum bago,
volta depressa o focinho."»
prosseguia o seu caminho,
e, crendo que era algum bago,
volta depressa o focinho."»
Todas as noites Mário Crespo ao despedir-se dos telespectadores do seu
programa "Jornal das Nove" da SICN, diz o seguinte: cada dia que
passa a RTP custa mais um milhão de euros. Este texto vem demonstrar como
um sabujo, como ele, não tem respeito pelo prato em que comeu e queria
continuar a comer.


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