A rentrée e universidades políticas de Verão que os partidos promovem
para consumo próprio, com convidados especiais, é a forma dos líderes tentarem
lavar a sua imagem. Não falam para o povo e Passos Coelho tem medo de o
confrontar. Dizem umas banalidades e julgam com isso que as pazes estão feitas.
Setembro de há uns anos para cá tem sido um mês quente mas este vai ser
mais derivado à política desastrosa que este (des) governo nos tem aplicado.
Prometeu mundos e fundos e nós só temos visto os fundos. De dia para dia só se vê
empresas a fechar. O desemprego galopa a bom galopar e não há "cavaleiro" que o faça
parar.
Amanhã algumas empresas não vão abrir dando início ao trabalho depois
das férias terminadas. Lamenta-se pela parte de patrões e empregados mas com a
economia e poder de compra a decair de dia para dia não há forma de aguentar
tal situação. A meio do mês inicia-se o ensino escolar e aí vai-se notar a
contestação dos professores. Quem lhes dera um governo Sócrates e uma a
ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Tanto queriam que acabaram por destruir a
escola pública e as suas carreiras.
Há já quem tenha saudades de Sócrates. Francisco Louçã já o admite.
Sabe que ia ser responsabilizado pelas más decisões que tomou e antes que isso
aconteça põe-se ao fresco. Jerónimo de Sousa já demonstra essa meia culpa.
Quando só interessa ir ao (pote) é no que dá.
Passos Coelho devia de ter mais respeito por Portugal e portugueses.
Estes, tudo lhe proporcionaram para ser o que é hoje. Deram-lhe instrução e
aturam-no até uma certa idade a andar pelas várias universidades.
Hoje o seu ministro quer mandar os estudantes para as escolas
profissionais se não tiverem bom aproveitamento. Se fosse aqui há anos era o
que lhe acontecia. De certeza tinha tirado o curso para que foi vocacionado: reciclador
de lixo. E como até hoje só tratou disso é o que julga que Portugal e os portugueses
são. Experiência de vida não tem nenhuma. Quando o confrontam só sabe dizer que
somos piegas e custe o custar. Nunca a democracia portuguesa esteve tão mal
servida.

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