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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A língua:


Quando estamos fora do País é que nos apercebemos das dificuldades porque passamos. Os usos, costumes, língua, tudo nos complica e ainda mais quando é a primeira vez que se está uns dias noutro País. A Espanha fui umas poucas de vezes (Vigo e Santiago de Compostela) mas era viagem de ida e volta, portanto, não precisando de muita fala e, há nas duas línguas muita parecença. Em França tudo se complica porque a lingua francesa tem muita gramática.
O que me tem valido é que o meu neto Diogo está radicado em Ricamarie, a uns dez quilómetros de S. Etienne, desde Outubro do ano passado. Como frequenta o ensino primário, fala um pouco francês, lá me vai desenrascando nos passeios matinais que fazemos eu ele e meu outro neto Duarte.

Ainda hoje de manhã no passeio matinal passamos por uma papelaria e resolvi jogar no euromilhões mas queria que a máquina preenchense os números. Como era um pouco fora do usual das precisões do meu neto vimo-nos um pouco enrascados perante a menina que nos atendeu. Queria jogar dois euros no euromilhões e que a máquina preenchesse os números. Em francês devia de dizer " Je voulais jouer deux euros en Euromillions et la machine va remplir les numéros. Como era uma frase complicada para o meu neto derivado ao pouco tempo que tem em França, lá tivemos de ser ajudados pela simpática menina e com uns gestos conseguimos os nossos intentos.
Sei um pouco de francês do ciclo. Quando fiz a sexta classe no ano de mil novecentos e oitenta e cinco optei pelo francês em detrimento do inglês. Sei dizer umas pequenas frases e socorri-me do " je ne comprends pas" para dizer "não compreendo". Se fosse portador de um computador nessa altura resolvia o problema com a tradução, assim tive de me socorrer com a frase atrás descrita e com a lingua gestual que é uma da melhor forma de se entender os povos dos vários continentes. Em Portugal está, ou estava, pelo menos o governo de Sócrates implantou o Inglês como língua obrigatória. Não sei se o francês já o era.
De qualquer maneira aconselho os jovens a aprender o inglês e o francês. Um dia disfrutam dessa dávida que as escolas lhes dão e não acontece o mesmo que aconteceu a mim que, perante a clientela que estava na papelaria deviam ficar a pensar: - Olha este otário que é uma criança que o tem de desenrascar. Se soubesse que era esse o seu pensamento e pudesse retorquir dizia: - De certeza que não falam melhor francês que eu português? Mas... como estou no país deles sou eu que tenho de me desenrascar.

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