Rádio Freamunde

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Pela boca morre o peixe:


"Eu quero chegar a casa, depois de ganhar as eleições, todos os dias e quero que a minha filha tenha orgulho daquilo que está a ser feito", disse o porta-voz do PSD, acrescentando: "Eu no lugar do engenheiro Sócrates tinha vergonha, eu se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele".
“Há demasiado cheiro a falta de carácter num Relvas que dá moradas falsas fora de Lisboa para poder beneficiar de ajudas de custo enquanto deputado com residência na capital; que apresenta a Helena Roseta uma proposta de negócios envolvendo Passos Coelho, por acaso seu amigo e parceiro num relacionamento partidário ambíguo e comprometido; que apenas tem o 12º ano, mas descerra placas onde se lê Inaugurado pelo Dr. Relvas; que se move numa nebulosa de pressões e de espiões. Num Relvas que se presta a apresentar, como créditos para uma licenciatura, os impressos (!?) a uma candidatura universitária, velha de 12 anos, a par da presidência de uma associação de folclore (com todo o respeito que esta mereça.)
Esta é a personalidade de Miguel Relvas. Mas os ditados populares tem carradas de razão: “não cuspas para o ar porque te pode cair na boca”, “quem tem telhados de vidro não deve atirar pedradas” ou “quem não pecou que atire a primeira pedra”. Serve estes exemplos para nos tornar comedidos nos nossos comentários. Relvas, construiu toda a sua vida na base da mentira. “Apanha-se mais depressa, um mentiroso, que um coxo.” 
Dizia-se doutor e não o era. Não teve dignidade e nem moral para ver placas alusivas a inaugurações, lá constar que é doutor, não o ser e deixar que role essa mentira. “Tanto é gatuno quem rouba a horta como quem fica à porta.” Alguém no lugar da filha dele tinha desgosto de o ser. Escondia o apelido Relvas ou crismava-se. Mas… coitada não pôde escolher o pai.

Há outro que diz bacoradas e passada uma semana tem a resposta sobre as suas doutas visões. Depois de criticar o número de bombeiros existentes na Madeira ainda se pôde dar ao luxo de ser salvo por um. A vida dá-nos cada lição.       
"Quanto aos bombeiros, a questão é muito simples: em vez de quererem ser bombeiros municipais, foram-se fazendo associações. Depois o Governo foi-lhes fazendo as sedes, o equipamento que têm também foi o Governo que pagou e algumas associações, não todas, foram metendo gente sem ser preciso. E agora são eles (associações) que têm que resolver o problema", argumentou o governante madeirense. "O Governo não ia pagar 50 bombeiros onde só basta ter 30", frisou Jardim.
Mais uma vez prova-se o quanto é fácil falar. Quando chega a hora da aflição pede-se a todos os santos a sua ajuda e desdiz-se o que se disse. Aqui já se reconhece o valor e que a quantidade não é muita. Os madeirenses deviam pedir responsabilidades para a falta de meios e planeamento. Para os clubes de futebol dá-se com fartura para a protecção civil – caso de corporações de bombeiros – falha-se com tudo. Os clubes de futebol dão votos.
Agora o povo sofre mais uma catástrofe. Os donos da Madeira estão protegidos. No meio da desgraça não se vê um cão grande é só arraia-miúda.   
PS - Depois de ter escrito este texto dei com esta notícia no DN.

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