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terça-feira, 31 de julho de 2012

Menos esperança a cada dia que passa:

 O que lemos e ouvimos na comunicação social quer escrita, ou vista, leva-nos a cada dia que passa a ter menos esperança no futuro. Tanto foi prometido e nada concretizado, pelo menos, para os mais carentes. Quem devia de o fazer alia-se de tudo e o que lhe convém é favorecer os seus. Senão vejamos. Quando foi o corte do subsídio de férias e décimo terceiro mês quem devia enviar para o Tribunal Constitucional o diploma era o Presidente da República e não um grupo de deputados.
Quando se jura defender a Constituição é para estar ao lado dos mais fracos porque foi para os mais fracos que ela foi feita. Aqui não teve dúvidas da sua constitucionalidade. Julgava que estava a salvo. Acontece, segundo parece, que também vai ser sujeito a esse corte pelo menos este ano. Os deputados ao recorrer para o T.C. também beneficiaram Cavaco Silva, julgava ele que estava imune, aqui virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Mas… não devia ser contemplado em toda a sua vida. Aqui o ditado popular devia ser: ladrão que rouba ladrão não tem perdão.
 Na lei do arrendamento assinou-a de cruz. Não vê que está a levar para as barracas e debaixo das pontes milhares de inquilinos. Há casos que têm de ser revistos a favor dos senhorios? Que o seja. Agora levar todos pela mesma tabela, acho injusto. Vamos voltar a ter à entrada das cidades as célebres barracas e os quartos de banho ao ar livre. Isto interessa a Cavaco Silva porque o favorece e aos seus. Não tem espírito democrático e cristão. Pode todos os dias bater com as mãos no peito mas não tem sentido de cristão. Os cristãos dizem: é mais fácil entrar um  cavaco (camelo) num buraco de agulha que um rico no céu.
Cavaco não tem nada de trouxa. Vejam o que aconteceu com a venda do Pavilhão Atlântico! Foi concluído em mil novecentos e noventa e oito. O seu custo foi de cinquenta milhões de euros e foi vendido catorze anos depois por vinte e um milhões. Segundo parece o ano passado rendeu sete milhões de euros em alugueres.
O cerne da questão é saber a quem ela foi vendida. Por coincidência foi vendida a um genro de Cavaco Silva! É o mesmo que andava em negócios com a TVI quando despoletou o diferendo entre S. Bento e Belém. Agora reparem. Se fosse há dois anos e o comprador fosse um familiar de Sócrates o que não diria a nossa comunicação social.
Por estas e por outras é que Cavaco Silva não é nenhum garante da nossa Constituição. Aliás, é-o da sua família e amigalhaços. E usa-se dizer: "À mulher de César não basta ser séria, tem de parecer séria". A Cavaco nem uma coisa nem outra.     

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