Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/

domingo, 8 de abril de 2012


Nesta quadra:
Tal como há dois mil anos quando Jesus foi cruxificado pelos Romanos, - Pôncio Pilatos lavou as mãos – o povo elegeu o sábado como dia do judeu, somos presenteados com a entrevista de Passos Coelho, a um jornal alemão, aonde refere que não é certo entrarmos nos mercados em Setembro de dois mil e treze. 
Que melhor judeu nos havia de aparecer neste sábado! Não andou durante a campanha eleitoral a prometer-nos um oásis? Não disse que não havia cortes nos ordenados e subsídio de férias e décimo terceiro mês? Não disse que com ele os portugueses iam ver um governo da verdade? Quem votou nele - não o meu caso - só desiludiu. 
A moral dos portugueses anda em baixo desde que a Troika nos invadiu. Desde essa altura que nos é dito que os sacrifícios vão ser muitos mas que vale a pena para voltarmos a ser um povo com auto estima. Que auto estima! A dos Catroga e companhia. Eu sei o que se devia fazer a este judas: Passos Coelho. Se não sabem vão às aldeias portuguesas ver o que fazem depois da celebração dos rituais eucarísticos de sábado à noite.
Já não bastava o “lapso” de Victor Gaspar. Ainda nos ofereceu esta frase que vai ficar célebre: “O ano de 2015 é o ano imediatamente consecutivo a 2014.” Admira-me a não reacção dos deputados. Deixam-se levar por anjinhos! Será por causa da quadra? Deixam-se sacrificar como o cordeiro. Estão bem uns para os outros. 
A comunicação social também adere a que seja um lapso. Mudam-se os tempos…mudam-se as conveniências. Ai se fosse com um governo que eu cá sei. A esta hora não faltava o António Ferreira Ribeiro, João Pereira Coutinho e tantos outros a desancar no chefe desse governo. 
Mas voltando a Victor Gaspar. Não acham que o homem perdeu o amor-próprio? Passem os olhos pelo vídeo e jornais que publicam a sessão plenária do dia cinco de Abril. Aquilo parece um ministro? Que postura! Tenho assistido a muitos debates quinzenais e sessões plenárias e nunca tinha visto um ministro de um qualquer governo com postura igual. Parece um inquilino do Magalhães Lemos. Será por que as mentiras acabaram e a realidade a isso o transporta? À medida que o tempo passa ele dá-nos a certeza para o que veio: matar devagarinho os Portugueses e destruir Portugal.

Sem comentários:

Enviar um comentário