Não aceitavam a avaliação. Fizeram uma guerra danada a Maria de Lurdes Rodrigues e a Isabel Alçada, mais a Lurdes Rodrigues que a esta. Eram chiques as manifestações. Metia de tudo e tudo era dito, desde a honorabilidade das visadas, a sua vida privada e mais adjectivos que em manifestações aparecem. Mário Nogueira não se cansava de repetir que era preciso recebê-la mal em qualquer visita que a Ministra fosse. Se fosse preciso até atirar ovos era um bem necessário. Os professores caíram nesta esparrela. Fizeram tudo o que o capitão-mor mandou.
Manifestação de professores
Faz lembrar os ataques que os cowboys, nos filmes do Oeste Americano, usavam para atacar alguns Ranchos e levar tudo à sua frente. Mas à sua frente iam as bestas. As coitadas não sabiam o que lhes esperava. Depois da refrega, ganhassem ou perdessem, as bestas eram as menos beneficiadas, voltavam sempre à sua condição - peão de brega.
Enquanto isso os vencedores glorificavam-se e distribuíam pelouros a seu belo prazer. As dificuldades aumentavam. Os que contribuíram para esse derrube continuavam na mesma ou pior. Custava-lhes admitir que foram usados como peão de brega. O seu mor foi á procura do seu quinhão e obteve como resposta que emigrasse.
No aeroporto à procura de lugar para emigrar
Que triste sina a dos professores. Colaborar em tudo para derrubar um Governo legitimamente eleito pelo povo. Queriam que as suas condições continuassem na mesma. Eram contra a avaliação, ali tinha o mesmo valor o bom e o medíocre, o que era preciso era cumprirem o mesmo horário, as classificações que fossem às ortigas.
O que nunca esperavam era que se aliaram ao inimigo público e este a uma seita que não há memória. Agora ficam admirados ao ouvir que a única solução é a emigração. O que é pena é não emigrar o Governo e juntamente Mário Nogueira.
Dizia-me o meu pai: quem boa cama faz nela se deita.


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