Todos os anos, se possível, não deixava de ir à festa da N. Senhora da Conceição. Ainda recordo na minha meninice e juventude ir ver a procissão em sua honra e de ter tomado parte nela. Recordo também o queimar dos "Ferreirinhos". Os miúdos como eu almejavam um lugar onde se vislumbrasse com toda a clareza essa queima. Não era de estranhar que à porta do Sr. Nunes, pai do Tónio e Nelo Nunes, a aglomeração de crianças e alguns adultos para arranjar um lugar no átrio que ali existe.
Eram tempos de fracos recursos e o queimar de uns "Ferreirinhos" originava as pessoas a não faltar a este espectáculo de pirotecnia. Uns, como eu, ficavam deslumbrados com os efeitos feéricos que os mesmos projectavam.
Pelo tempo fora Freamunde no dia 8 de Dezembro não esquecia a sua Santa. Uns anos melhores que outros mas, o que nunca deixava de festejar este dia e festa. O que nunca supunha era que por força de um acordo se acabava com este feriado. Já não bastava terem tirado a celebração do Dia da Mãe nesse dia. Tirar, tiraram, mas eu todos os anos o recordo.
Pobre País que quer acabar com os seus Santos e a sua História. Não compreendo a Igreja Católica prestar-se a estes complôs. Será por ser uma festa de fracos recursos? Só pode ser.

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