quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Agora é de borla:

Este anúncio está há meses em exposição. O País está em crise e deve ser por esse motivo que não aparece comprador. O valor da aquisição é insignificante. Começou por ser licitado pelo mínimo dos mínimos, um cêntimo, passou a ser (de) (s) graça, e mesmo assim não há quem o queira adquirir.
Reparem que não é nenhum mono. Está bem conservado, formou-se aos trinta e sete anos de idade, andou tempo suficiente para tirar um curso, por isso é contra as novas oportunidades porque são cursos à laminute, começou a trabalhar aos quarenta.
A sua empresa era tratadora de lixo. Não se sabe se já o era antes da sua entrada. Porque a sua sina é estar à frente de lixo, não me refiro a Portugal embora muitos nos queiram classificar como tal, mas sim dos seus ministros e secretários de estado. Como está em voga oferecer-se um prémio na compra de um presente, o que não é o caso, este é de borla, oferecem-se os ministros e secretários de estado pelo mesmo preço, com a condição de emigrarem para não ficar cá um rasto de semente.
Não estou habilitado a tal aquisição porque tenho os anexos todos ocupados e enquanto não emigrassem não sabia onde os colocar. Tenho um amigo que me cedia uns anexos, como tenho respeito por quem nos serve e com a dedicação como tem acontecido, entendo que o lugar ficava a perder. Antes serviu para jumentos, agora ia servir para camelos.    

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