O Bastonário da Ordem dos Advogados assumiu este domingo que não gosta da ministra da Justiça exigindo, apesar das divergências com Paula Teixeira da Cruz, o cumprimento da relação institucional entre a tutela e o representante dos advogados.
"A senhora ministra da Justiça pode não gostar de mim e tem todo o direito, porque eu também não gosto dela", disse Marinho Pinto, na Figueira da Foz, durante a sessão de encerramento do VII Congresso dos Advogados Portugueses.
Marinho Pinto, adiantou, porém, esperar que o Ministério da Justiça, "independentemente de toda a hostilidade que há em relação ao Bastonário, saiba ter uma postura institucional com a Ordem dos Advogados".Marinho Pinto voltou a criticar a saída de Paula Teixeira da Cruz da sala onde decorreu, sexta-feira, a sessão de abertura do congresso, antes de terminados os discursos, bem como a forma utilizada pela ministra - advogada embora com a inscrição suspensa - para se dirigir aos presentes, por mais de uma vez tratados por "colegas".
"Represento os advogados portugueses e ela, como ministra da Justiça, não representa nem é a líder de uma facção dentro da Ordem. Ela representa o Governo na área da Justiça e deve ter com todos a mesma postura, deve tratar a todos por igual", argumentou.
"Pode não concordar com o que eu digo, como eu não concordo com o que ela faz. Mas tem o dever constitucional de tratar a Ordem e o seu representante máximo com o respeito institucional que merecem", sustentou o Bastonário.
"Represento os advogados portugueses e ela, como ministra da Justiça, não representa nem é a líder de uma facção dentro da Ordem. Ela representa o Governo na área da Justiça e deve ter com todos a mesma postura, deve tratar a todos por igual", argumentou.
"Pode não concordar com o que eu digo, como eu não concordo com o que ela faz. Mas tem o dever constitucional de tratar a Ordem e o seu representante máximo com o respeito institucional que merecem", sustentou o Bastonário.

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