Assisti ontem no Canal Parlamento ao debate sobre o Orçamento de Estado para o ano de 2012. Quem o vê e ouve em directo num meio de comunicação social não ficam dúvidas do que ali se passa. Cada um puxa a brasa para a sua sardinha.
Agora um meio de comunicação social prestar fretes a outrem é um meio desonesto. Esta é a intervenção da discórdia. Exibo o vídeo. Quem o ouve não vislumbra nenhuma mentira nem motivo para tanta celeuma.
Apresentar um vídeo sobre acusações e só dar relevo a uma parte é desonesto. Por isso no parágrafo acima refiro essa desonestidade. Basílio Horta, deputado independente do PS, disse que o ministro da Economia era conhecido pelo ministro do desemprego. Até aqui nada de mentira. Além do Álvaro, a população portuguesa conhece-o pelo ministro do desemprego.
Agora como argumento dizer que o PS devia ter vergonha pela obra que deixou ao País. Diz que em 2005 a taxa de desemprego era de 6% e em 2011 era de 12% mas não refere a crise que se abateu na Europa. Mais, da maneira que fala o emprego em Portugal aumentou e agora não há desemprego. É de espantar porque há dias o Secretário da Juventude elucidou os jovens para emigrarem porque em Portugal não tem futuro. Que incongruência. Um faz alarde que anda desaparecido porque anda pelo País a trabalhar. Esse trabalho não tem combatido o desemprego. Pelo contrário. O outro diz para os jovens abandonar o País. Querem melhor forma de combater o desemprego? O primeiro-ministro diz que para o País voltar a crescer tem de empobrecer. Esta é a máxima. É como aquele corredor de ciclismo que para mostrar ao treinador que subia na classificação geral veio para último. Assim não havia outro remédio senão subir. Descer é que não podia mais.
Ontem num texto sobre Carlos Magno, presidente da ERC, referi para ele pôr ordem na comunicação social. Espero que o faça. Se não uso a frase que usei para o ciclista.
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