Cristiano Ronaldo construiu uma carreira extraordinária ao serviço do futebol português. É precisamente por isso que uma saída da Seleção, motivada pela irritação de não ter jogado, acaba por ser particularmente difícil de compreender.
A camisola da Seleção não pertence a um jogador. Pertence a todos os portugueses que estão dentro e fora do campo.
O passado de CR7 merece respeito. Mas o passado não dá a ninguém o direito de colocar o próprio ego acima da equipa.
Se decidiu sair, saiu pela porta que escolheu.
Agora, o que importa é quem ficou. É apoiar os jogadores que continuam a vestir a camisola de Portugal, porque a Seleção é muito maior do que qualquer nome, por mais famoso que seja. E talvez seja esta a parte mais triste desta história: uma carreira construída durante tantos anos com a grandeza de quem parecia estar acima de todos pode acabar, num determinado momento, diminuída por uma decisão tomada por um só homem.
Quando o ego é maior que a razão, a fama pode transformar-se numa desilusão.
Bom dia!

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