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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EUA sob o signo do medo:

O maior presidente norte-americano de sempre, Abraham Lincoln, foi assassinado enquanto assistia a uma representação teatral em Washington. Foi um dos dias mais fatídicos da história dos EUA, esse 14 de Abril de 1865. A partir daí, os americanos começaram a aguardar uma nova fatalidade. Que foi surgindo sempre, a intervalos regulares de cerca de 20 anos.

A tragédia seguinte ocorreu em 2 de Julho de 1881, quando o presidente James Garfield – empossado escassos quatro meses antes – foi alvejado numa estação ferroviária da capital americana e morreu após penosa agonia, a 19 de Setembro. Esteve 200 dias em funções: foi até hoje o segundo presidente que permaneceu menos tempo na Casa Branca. Ultrapassando apenas William Harrison, morto de pneumonia a 4 de Abril de 1841: liderou o executivo norte-americano só 30 dias, 12 horas e 30 minutos, segundo a minuciosa contabilidade oficial.

Há quem diga que a maldição teve início aí.

O século XX envergou luto ainda no berço: uma sombra negra voltava a projectar-se sobre os EUA. O presidente William McKinley morreu assassinado por um anarquista que o alvejara oito dias antes, a 6 de Setembro de 1901. Para os americanos, o século XX começava da pior maneira.

Decorridos pouco mais de 20 anos, a 2 de Agosto de 1923, registava-se outra morte: o presidente Warren Harding sucumbia a um enfarte do miocárdio durante uma visita à Califórnia.

Em 7 de Dezembro de 1941, ocorria o Dia da Infâmia, como lhe chamou o presidente Franklin Roosevelt. Os japoneses atacaram Pearl Harbor, provocando a morte de 2403 militares e 68 civis. Os americanos entravam na mais mortífera guerra de todos os tempos, sob o comando de Roosevelt, que só viveria pouco mais de três anos: faleceu em 12 de Abril de 1945, vítima de uma hemorragia cerebral, duas semanas antes de Hitler se suicidar no bunker da chancelaria em Berlim.

Decorridas outras duas décadas, a 22 de Novembro de 1963, John Kennedy era assassinado em Dallas. E em 30 de Março de 1981 o presidente Ronald Reagan escapou por um triz a um grave atentado a tiro em Washington que lhe perfurou um pulmão.

«Têm sido cometidos atentados contra as vidas de muitos dos nossos presidentes; quatro foram assassinados. Seria relativamente fácil proteger as vidas dos nossos presidentes contra ataques de estrangeiros, mas é praticamente impossível protegê-los dos americanos. E depois vem a tristeza – a terrível sensação da perda de um membro da família. Diz-se que, quando Lincoln morreu, os tambores africanos levaram até ao centro do continente negro a notícia de que um salvador fora assassinado.»

Palavras de John Steinbeck no seu magnífico ensaio A América e os Americanos (1966), que foi também o seu livro-testamento.

Mas o pior estava por vir – e chegaria, como uma espécie de imperativo do destino, 20 anos depois da tentativa de assassínio de Reagan. Em 11 de Setembro de 2001, os EUA descobriam da forma mais trágica que não eram uma nação invulnerável a ataques do exterior. O território norte-americano foi poupado durante a I Guerra Mundial e na II Guerra Mundial a destruição ficou-se pelo arquipélago do Havai. Os americanos envolveram-se nas guerras da Coreia e do Vietname, mas sem um só disparo nos EUA. A destruição das Torres Gémeas por suicidas estrangeiros virou uma decisiva página da História. E ninguém acreditou tratar-se de um acto irrepetível: pode acontecer de novo. Em qualquer altura, em qualquer lugar.

Foi há 25 anos. A cada atentado cometido, a cada atrocidade que todos são incapazes de travar, a quase lendária confiança norte-americana vai-se diluindo. Começam a ficar longínquos os dias em que nos EUA habitava o povo mais seguro de si de todo o planeta. A América vive hoje sob o signo do medo. E parece disposta a abdicar de parcelas da liberdade a troco da segurança. Este pode ser um dos dos factos mais dramáticos do nosso tempo, herança inevitável do 11 de Setembro.

 Pedro Correia,

1 comentário:

  1. Parece-me inquestionável que o 11 de Setembro de 2001 e a consequente Guerra ao Terror, lançada pela administração de George W. Bush, acelerou de forma drástica o fim da hegemonia americana no Mundo e descredibilizou em definitivo, a tese neoliberal de Francis Fukuyama, sobre o alegado "fim da história". A imagem da invencibilidade americana, foi estilhaçada no dia 11 de Setembro de 2001. A posterior derrota, mais do que merecida, que a NATO e os EUA sofreram às mãos dos talibã no Afeganistão, em conjunto com as mais recentes humilhações infligidas na Guerra Russo-Ucraniana e no Estreito de Ormuz, marcam o fim definitivo da ordem unipolar no sistema internacional. O "século americano" que começou em 1917, quando os EUA saíram do seu isolacionismo e entraram na Primeira Guerra Mundial, está morto e enterrado.

    Não vou entrar aqui em explicações detalhadas sobre aquilo que eu considero que foi o 11 de Setembro e porque é que o mesmo aconteceu. Cada um que faça o seu juízo sobre este dia fatídico e as causas e consequências do mesmo. Todavia, deixo aqui onze perguntas para reflexão, que até hoje carecem de resposta adequada da parte do governo americano:

    1º - Porque é que vários cidadãos israelitas, foram apanhados a filmar e a celebrar os ataques contra as torres gémeas em Nova Iorque?

    2º - Porque é que nas semanas a seguir aos ataques do 11 de Setembro, foram detidos mais de 60 cidadãos israelitas nos EUA e posteriormente, os mesmos foram libertados sem explicações?

    3º - Porque é que vários destes cidadãos israelitas detidos, estavam ligados aos serviços de inteligência do Estado de Israel?

    4º - Porque é que entre os detidos em questão, havia também membros activos das Forças de Defesa de Israel?

    5º - Porque é que o senhor Colin Powell, se recusou a responder, quando questionado publicamente sobre o facto de terem sido detidos membros da Mossad pelo FBI, no rescaldo dos ataques do 11 de Setembro de 2001?

    6º - Porque é que estes israelitas detidos, regressaram imediatamente para Israel, assim que o FBI os deixou sair em liberdade?

    7º - Porque é que alguns destes israelitas, aquando do tempo em que estiveram detidos, chumbaram nos testes do polígrafo a que foram sujeitos pelo FBI?

    8º - Porque é que a investigação do FBI, sobre a extensa rede de espionagem israelita nos EUA, continua a ser completamente censurada pelos media até hoje?

    9º - Porque é que os ataques do 11 de Setembro de 2001, foram despoletados exactamente quando o FBI se preparava para desmantelar a rede de espionagem israelita nos EUA, estando até já a fazer detenções ainda antes da ocorrência dos ataques?

    10º - Porque é que Israel dedica tantos recursos e esforços, para levar a cabo espionagem intensiva nos EUA?

    11º - O que tinha o Estado de Israel a ganhar com os ataques de 11 de Setembro de 2001 e a consequente Guerra ao Terror?

    Se "ligarem os pontos" e forem capazes de ir além da propaganda governamental e da narrativa oficial sobre aquilo que foi o 11 de Setembro, vão perceber que nada nesta história é aquilo que parece à primeira vista e os responsáveis por toda esta tragédia, os verdadeiros assassinos, nada têm a ver com o Islão ou talibãs de barba, mas sim, com um certo parasita internacional, que foi quem mais beneficiou com toda esta orgia de morte e destruição...

    https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/09/nos-25-anos-do-11-de-setembro-de-2001.html

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