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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Transportes Bloco de Esquerda lança petição por mais e melhor transporte público no Porto e Tâmega e Sousa:

Partido saúda gratuitidade dos transportos mas quer reforço da oferta pública para melhorar assiduidade, amplitude e capacidade.

A Comissão Coordenadora Distrital do Porto do Bloco de Esquerda lançou uma petição pública a exigir uma rede de transportes coletivos de qualidade e territorialmente coesa na Área Metropolitana do Porto (AMP) e na Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS). A iniciativa surge num momento em que o tema dos transportes públicos ganha cada vez mais destaque, seja pelo aumento do preço dos combustíveis, seja pelas alterações climáticas, seja ainda pelo anúncio da gratuitidade dos transportes na cidade do Porto - uma medida que o Bloco saúda, mas que considera insuficiente enquanto não for alargada a toda a região.

Assina aqui a petição

Centenas de milhares de pessoas que residem, trabalham e estudam na AMP e na CIM-TS continuam a enfrentar diariamente supressões de comboios, sobrelotação, atrasos e uma oferta de autocarros insuficiente, sobretudo nos concelhos mais periféricos. O Bloco de Esquerda recorda que, apesar dos avanços conseguidos com o Programa de Apoio à Redução Tarifária e, mais recentemente, com o Passe Verde, estas medidas têm de ser acompanhadas de investimento público substancial e equilibrado, capaz de corrigir as desigualdades entre municípios com receitas próprias distintas.

Entre as principais reivindicações da petição estão o reforço do material circulante da CP e da Metro do Porto, com um plano público e calendarizado que ponha fim às supressões e à sobrelotação, e a garantia de maior fiabilidade e pontualidade no serviço, incluindo climatização de todas as composições. O documento exige ainda a estabilização da rede UNIR, com cumprimento integral dos horários e reforço de autocarros, bem como a criação de uma rede intermunicipal de transporte rodoviário no Tâmega e Sousa, articulada com a rede LINHAS, que reduza a dependência dos operadores privados nas zonas menos densamente povoadas.

A petição defende também a universalização da gratuitidade dos transportes públicos a todos os residentes da AMP e da CIM-TS, num esforço conjunto entre os municípios, as duas entidades intermunicipais e o Governo, além do aumento da oferta e cobertura da rede - mais frequências, maior amplitude horária e novas ligações intermunicipais  - e um financiamento público estável e plurianual para a mobilidade metropolitana. Para o Bloco de Esquerda, o transporte coletivo deve ser tratado como um serviço público essencial e como um instrumento central de coesão social, justiça territorial e ação climática.

Na apresentação da iniciativa, a estrutura do partido sublinha que o Grande Porto "merece um sistema de transportes em que se possa confiar: pontual, acessível, confortável e justo para todos os seus concelhos", resumindo o objetivo da petição como "menos supressões e mais comboios, menos atrasos e mais autocarros, menos desigualdade e mais direitos partilhados".

16 de julho 2026 - 18:33

Do blogue da Esquerda

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