Portugal é uma democracia incipiente que atingiu agora o estado de mediocracia plena. A governação pelos medíocres está consolidada. Não é de agora, mas o sistema aperfeiçoou-se. Os indícios de corrupção atravessam os governos das últimas décadas, o que não é de surpreender, num regime que sucedeu a uma cleptocracia fascista, a uma república caótica e a uma monarquia parlamentar falhada. Mas esta democracia é reformável e a mediocridade pode ser evitada. As pessoas, num movimento cívico e suprapartidário, têm de ir para a rua exigir renovação e competência. A exigência de uma governação democrática e competente repudia o populismo e o regresso ao fascismo. Só faltam caras novas, com programas mobilizadores, protagonistas movidas/os pela ética e o bem comum. Tenho esperança que apareçam entre as novas gerações. Mas dificilmente virão das actuais juventudes partidárias.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
https://radiofreamunde.pt/
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