Jorge Jesus é muito mais do que apenas um treinador do pontapé na bola. Por isso consegue estar imune ao fanatismo clubista, lagartos e tripeiros igualmente o estimam sem histórico especial que o justifique ou nenhum. Ele representa uma certa ideia de português que nos liga ao folclore e à mitologia do Zé Povinho. Adoramos o seu inglês macarrónico, porque adoramos ainda mais a genuína humildade, sem pingo de modéstia, que esses momentos consagram. Neste episódio da crise com o Ronaldo, só maluquinhos poderiam colocar nele a responsabilidade pelos acontecimentos. Já o Ronaldo, para obter a mesma unanimidade em Portugal, teve de superar o seu declarado sportinguismo através da excepcionalidade de uma carreira que o impôs como um dos melhores futebolistas de sempre e uma das maiores celebridades mundiais para além do futebol. Esse amor popular quebrou-se por causa de algo que acéfalos e odientos não podem aceitar.
Que é isto: Ronaldo sofre de ansiedade, e está sujeito a factores de risco para a depressão, como qualquer um. Corrijo: como só ele saberá.
4 Outubro 2026 às 12:14 por Valupi
Do blogue Aspirina B
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