De toda esta estratégia resulta a derrota (além da derrota da efémera Ucrânia, destruída e mutilada) da União Europeia. A falta de visão dos 'líderes' da UE, no caso de uns, e a cumplicidade com os EUA, no caso de outros, esse declínio do poder económico e político da UE podemos agradecer a personagens tristes, fracas e vendidas como Macron, Merz, Leyen, Kallas, Costa etc. Nos próximos cinco anos veremos se a UE e o euro foram ambições efémeras e colapsam ou se surgem líderes europeus e a UA sobrevive como união política.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
https://radiofreamunde.pt/
sábado, 24 de outubro de 2026
A União Europeia em cinzas:
A aparente mudança de posições de Biden para Trump, do 'apoio' para a 'traição' à Ucrânia, não foi uma mudança da política externa dos EUA, é a prossecução da sua lógica.
Desde o inicio, há mais de quatro anos, quando a Rússia atacou a Ucrânia, que a leitura é exactamente a mesma: a invasão russa (ilegal porque violou o direito Internacional, tal como os bombardeamentos na ex-Jugoslávia, a invasão do Iraque, ou, já este ano, a incursão na Venezuela, a guerra contra ao Irão etc.) foi deliberadamente provocada, calculada e prolongada pelos EUA com objectivos bem delineados. Um deles foi pôr fim às ambições da União Europeia como bloco autónomo e poderoso.
Aquilo que pareceu uma mudança de posições, da administração Biden para a administração Trump, prossegue a lógica do complexo militar-industrial-financeiro dos EUA. Depois de investirem uns escassos milhares de milhões de dólares no apoio à Ucrânia, quase todos os objectivos dos EUA foram alcançados: enfraquecer a UE, separar a indústria alemã dos recursos naturais russos, obrigar os países europeus a transferir verbas astronómicas para a indústria militar dos EUA e conquistar o mercado energético europeu (o do gás natural primeiro e, através do petróleo próprio e da Venezuela, no futuro também o do crude, para isso se atacou a Venezuela, para isso, uma vez cometido o 'erro', o prolongamento agora da guerra contra o Irão que joga a médio prazo a favor da consolidação dos EUA/Venezuela como poder dominante da energia fóssil).
Uma vez atingidos os objectivos na Ucrânia, veio Trump, fechou a torneira, obrigando a UE a pagar sozinha a factura da guerra e da manutenção do aparelho de estado da Ucrânia, para, aproximando-se de Putin, finalmente, puxar o tapete à UE e a Zelensky.
Só algo não resultou: o objectivo de isolar, desestabilizar e enfraquecer a Rússia. E não resultou, porque os EUA subestimaram o inimigo e cometeram um erro: ao utilizarem a Ucrânia para enfraquecer e derrotar a Rússia, acabaram por consolidar uma aliança entre Moscovo e Beijing e por reforçar todo o bloco dos BRIC que apoiou a Rússia. Reconhecido esse erro, agora os EUA esforçam-se por uma aproximação à Rússia, com parcerias no mercado energético e dividindo, entre is EUA e Rússia, o que restar da Ucrânia.
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