Gostei muito do aparecimento do LIVRE, em 2014, porque Rui Tavares prometia idealismo, integridade e inteligência para um voto alternativo ao PS e à esquerda fanática. E adorei o nome, acreditei ingenuamente que fosse uma síntese do programa, de qualquer programa que viesse a desenvolver ao longo dos anos. Passado o imbróglio da desvinculação de Joacine Katar Moreira, o partido tem tido um crescimento relevante, passando em três anos de 1 para 6 deputados – tão mais notável quanto o LIVRE tem neste momento mais deputados do que o PCP e o Bloco… juntos. Algo impensável há quatro anos apenas, e só explicável pela fanatização à direita que assola o País. Pois bem, o que é o LIVRE nesta altura em que Rui Tavares de novo sai da ribalta? Não faço a mínima ideia, ignoro quais são as bandeiras e as metas para além do que os estatutos carimbam. Mas sei isto: não faz jus ao nome.
Não existe um único documento político do LIVRE onde se fale na defesa do Estado de direito democrático. E se bem o não escreveram, melhor o não fizeram.
26 Julho 2026 às 8:36 por Valupi
Do blogue Aspirina B
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