Os incidentes de violência ocorridos junto à Assembleia da República, após a manifestação promovida pela CGTP, nada têm a ver com os trabalhadores e as suas organizações de classe. Quem luta por salários dignos, melhores condições de trabalho e direitos sociais não precisa de esconder o rosto nem de destruir bens públicos para fazer ouvir a sua voz.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
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quinta-feira, 4 de junho de 2026
OS TRABALHADORES NÃO ESCONDEM O ROSTO:
Tudo indica que estes atos podem ser atribuídos a grupos extremistas alheios ao movimento sindical. Podem ser setores de uma extrema-esquerda desligada das preocupações concretas dos trabalhadores, à semelhança do que se tem visto em alguns episódios noutras nações europeias, como França. Mas também não pode ser excluída a hipótese de provocadores da extrema-direita interessados em associar greves e manifestações populares à violência e ao vandalismo, procurando desacreditar a luta social.
A infiltração de elementos radicais em manifestações não é novidade nem em Portugal nem no mundo. Durante o Estado Novo, elementos da PIDE infiltravam-se nas raras manifestações de estudantes e trabalhadores para provocar desacatos e criar pretextos para a repressão policial.
As forças de segurança conhecem bem estes métodos. Por isso, têm a responsabilidade de distinguir entre a provocação organizada e o exercício legítimo do direito dos trabalhadores a manifestarem-se livremente pelos seus direitos. Confundir uns com os outros seria servir precisamente os interesses daqueles que pretendem transformar a luta social num problema de ordem pública.
Os trabalhadores não escondem o rosto. Quem o esconde, muitas vezes, não fala em nome deles.
Bom dia!
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