Há pouco, na habitual intervenção do General Rafael Martins, a entrevistadora-debatente estava visivelmente irritada e irritante, passando por cima dos comentários do convidado, fazendo reparos e dando mostras de insuportável atrevidismo. A razão do tranglomanglo da jornalista-militante foi o escabroso acto de terrorismo (mais um) perpetrado esta manhã pelos drones do regime de Kiev contra um autocarro civil e do qual resultaram mortos e feridos. A senhora queria a todo o transe desculpabilizar o atentado, ou pior, insinuar que a matança seria um ataque de falsa bandeira russo que pudesse justificar a merecidíssima retaliação. Confrontado com a desonestidade da propagandista, o General disse que não, que qualquer ataque terrorista é imperdoável, pelo que deve merecer repúdio e condenação taxativos. A militante-activista-propagandista teve um fanico, enrubesceu, os olhos raiados de fúria e cara zangada, como se lhe tivessem arrancado um dente com um alicate e insistiu. Uma vez mais, com calma e sensatez, o General fez profissão de fé no código de ética militar e disse tratar-se de um inadmissível acto de terrorismo. Decididamente, hoje, os verdadeiros profissionais da informação estão no desemprego, pelo que a dita comunicação social está inteiramente convertida em odiosa máquina de promoção de aldrabices e comércio do vale-tudo que nos empurre para a guerra com a Rússia.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
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