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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Execrável:

Há pouco, na habitual intervenção do General Rafael Martins, a entrevistadora-debatente estava visivelmente irritada e irritante, passando por cima dos comentários do convidado, fazendo reparos e dando mostras de insuportável atrevidismo. A razão do tranglomanglo da jornalista-militante foi o escabroso acto de terrorismo (mais um) perpetrado esta manhã pelos drones do regime de Kiev contra um autocarro civil e do qual resultaram mortos e feridos. A senhora queria a todo o transe desculpabilizar o atentado, ou pior, insinuar que a matança seria um ataque de falsa bandeira russo que pudesse justificar a merecidíssima retaliação. Confrontado com a desonestidade da propagandista, o General disse que não, que qualquer ataque terrorista é imperdoável, pelo que deve merecer repúdio e condenação taxativos. A militante-activista-propagandista teve um fanico, enrubesceu, os olhos raiados de fúria e cara zangada, como se lhe tivessem arrancado um dente com um alicate e insistiu. Uma vez mais, com calma e sensatez, o General fez profissão de fé no código de ética militar e disse tratar-se de um inadmissível acto de terrorismo. Decididamente, hoje, os verdadeiros profissionais da informação estão no desemprego, pelo que a dita comunicação social está inteiramente convertida em odiosa máquina de promoção de aldrabices e comércio do vale-tudo que nos empurre para a guerra com a Rússia. 

Miguel Castelo Branco

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