Infelizmente, uma invenção de extremistas de direita (ou de esquerda, esses sem megafones pagos e muito menos ouvidos porque não estão ao serviço dos novos plutocratas). Os extremistas de direita - que agora começam onde antes estava o centro - estão interessados no colapso das velhas democracias para imporem as suas agendas. Têm, para isso, o apoio dos financiadores dos novos totalitarismos tecnológicos com sede em Silicon Valley e sucursais várias. Washington, Moscovo e Beijing têm um objectivo comum: enfraquecer as democracias da UE e provocar o seu colapso político. Esse é um objectivo que une também as três maiores potências militares, económicas e políticas - e estão a sair-se bem.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
https://radiofreamunde.pt/
domingo, 21 de junho de 2026
A erosão da democracia não é:
O problema vem de longe. Lentamente, a economia passou a mandar na política. Ao modelo social sueco dos anos 70, à revolução de Abril ou à economia mais social do que de mercado, na Alemanha, sucederam os anos 80 das Reaganomics ao Thatcherismo e começaram a destruir por dentro as democracias populares e sociais. Com a TINA (There Is No Alternative) deixou oficialmente de haver alternativa ao turbo-capitalismo e à biblia neoliberal, 'trickle-down' é uma falácia para beneficiar as grandes fortunas, tal como a Terceira Via de Blair ou a Agenda 2010 de Schröder. Em Portugal a lei laboral entrou em erosão encomendada para favorecer as maiores fortunas na distribuição (horários de trabalho até às 23 horas, domingos e feriados, para vender iogurtes e sapatos em centros comerciais), parcerias público-privadas para beneficiar grupos financeiros, privatizações por dogma ideológico e para prejuízo das populações etc. etc. etc.
A erosão da democracia vem de dentro, das portas rotativas entre o mundo empresarial-financeiro e a politica. Não é o discurso dos críticos que é populista e redutor, é a cronologia da conquista neoliberal que, de forma simples, factual e linear, revela a erosão do sistema democrático por dentro. Essa evolução - a crescente desigualdade, a interferência de interesses e de oligarcas de várias nacionalidades, acumulação de riqueza numa ínfima minoria que assume o controlo - pode ser consultada em todo o lado onde ainda se investiga e publica de forma autónoma, sem a interferência de 'sponsors' e 'business schools' ou a intervenção de partidos avençados dos novos plutocratas.
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