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terça-feira, 16 de junho de 2026

O projeto do BRICS Pay:

O sistema de pagamentos criado pelos países do bloco para realizar transações internacionais sem depender do dólar, está cada vez mais próximo de sair do papel. Inspirado no sucesso do Pix brasileiro e apoiado por tecnologia blockchain, o sistema já entrou em fase avançada de desenvolvimento e deve ser um dos temas centrais da próxima cúpula do BRICS.
Na prática, a proposta é simples, mas revolucionária: permitir que empresas e governos façam pagamentos diretamente em moedas locais, sem precisar passar pelo dólar ou por estruturas financeiras controladas pelo Ocidente, como o sistema SWIFT. Isso significa menos custos, mais velocidade nas transações e maior autonomia para países que movimentam uma parcela gigantesca da economia mundial.
E os números ajudam a explicar por que o projeto está ganhando força. Os países do BRICS já representam cerca de 40% da economia global. Analistas afirmam que, se o sistema for implementado com sucesso, ele poderá responder por até 20% do comércio internacional até o final da década. Não é uma mudança pequena. É uma transformação capaz de alterar a forma como o dinheiro circula no planeta.
Claro, ainda existem desafios. Especialistas apontam diferenças tecnológicas, políticas e regulatórias entre os membros do bloco. Mas o fato importante é outro: a discussão já não é mais se o BRICS Pay vai existir. A discussão agora é quando ele será implementado em larga escala e qual será o impacto disso sobre a hegemonia do dólar.
Durante décadas, o dólar foi praticamente obrigatório em negociações internacionais. Agora, pela primeira vez, surge uma alternativa construída por economias emergentes que não querem depender das regras definidas por Washington. E isso ajuda a explicar por que o projeto vem despertando tanta atenção nos mercados e nos centros de poder do mundo.

O BRICS Pay ainda não derruba o dólar. Mas talvez represente o início da maior mudança financeira global das últimas décadas. E se esse sistema realmente funcionar, o mundo poderá estar assistindo ao nascimento de uma nova era econômica.

 Moz na Diáspora

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