Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Boa noite:

Antes de passar à análise rigorosa de mais um momento histórico da democracia portuguesa, um pequeno aviso a quem me segue e não devia — concretamente aos débeis mentais ou com discernimento reduzido — o que, no fundo, é a mesma coisa: as ameaças continuam a chegar via mensagem privada, mas, enquanto a censura não me bloquear e houver estrada para andar, eu vou continuar! Afinal, não estou a fazer nada que o vosso "Mestre André" não tenha feito; ele já foi bloqueado milhentas vezes nas redes sociais e continua aí — firme e hirto — a "meter nojo" e a "borrar a pintura" como se não houvesse amanhã. Ponto!

"𝗟𝗶̄𝗱𝗲𝗿 𝗱𝗼 𝗖𝗵𝗲𝗴𝗮 𝗹𝗶𝗱𝗲𝗿𝗼𝘂 𝗽𝗿𝗼𝘁𝗲𝘀𝘁𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮 𝘃𝗶𝘀𝗶𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗟𝘂𝗹𝗮 𝗱𝗮 𝗦𝗶𝗹𝘃𝗮 𝗲𝘅𝗶𝗯𝗶𝗻𝗱𝗼 𝗮𝗹𝗴𝗲𝗺𝗮𝘀 𝗮̀ 𝘃𝗲𝗻𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝘀𝗲𝘅 𝘀𝗵𝗼𝗽𝘀"
Pois bem, no passado dia 21 de abril, terça-feira, enquanto o país recebia o Presidente brasileiro, o líder do Chega e alguns dos seus discípulos decidiram celebrar — imaginem — o Dia Internacional do BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) à porta da Assembleia da República. André Ventura chegou mesmo a exibir, orgulhosamente, um par de algemas destinadas a Lula da Silva, não só provando que é um homem de acessórios, como, de forma indireta, revelando um conhecimento suspeitosamente apurado sobre o catálogo de material nacional para adultos.
Segundo "especialistas" — amigos meus — as algemas do André têm um preço de 7,95 €, o que prova que, em tempos de inflação, o populismo continua acessível ao bolso do cidadão "português de bem". O material das mesmas, um metal prateado de baixa resistência, torna-as, não direi ideais, mas suficientemente boas para uma noite de brincadeira aos "polícias e ladrões" na intimidade dos lençóis de uma "cela", mas completamente incapazes para deter um Chefe de Estado com o arcaboiço de Lula da Silva.
O que mais poderei eu dizer para complementar este post que, para muitos, como dizia o saudoso Artur Albarran é "a tragédia, o drama, o horror" — talvez que circula uma foto do Ventura, meio desvairado de braços no ar, enquanto exclama: "É bom que ele me oiça". A questão que se impõe é: quem? O Lula ou o vendedor de artigos eróticos que se esqueceu de lhe passar fatura e/ou talão de troca? Procurem, vale a pena ver até onde vai a "pancada" deste gajo.
Dei a entender que ia acabar quando falei no parágrafo anterior em complementar, mas não estou a conseguir parar... A verdade é que há algo de profundamente poético e, simultaneamente, patético num líder político que tenta projetar a imagem de "durão" recorrendo a umas algemas de material que, à primeira tentativa de resistência, abririam com um pequeno clipe ou com um espirro mais forte. É a metáfora perfeita para esta "seita": muita fantasia, muito brilho, muito barulho, mas, se "apertarmos" um pouquinho com eles, nem sequer é preciso uma lubrificaçãozinha, esqueçam a vaselina, "escorregam" que é uma maravilha...
Não podemos, contudo, acusar André de falta de coerência partidária, já que o Chega parece ter uma ligação umbilical ao setor do prazer. Convém recordar que o deputado Rui Paulo Sousa já foi sócio de uma loja de artigos eróticos e o próprio partido já foi notícia por distribuir preservativos personalizados com o logótipo do Chega, provando que a "segurança nacional" começa, afinal, na prevenção individual de cada Chegano. Houve até o episódio caricato de jantares onde os artigos promocionais incluíam fragrâncias e acessórios que deixariam qualquer acompanhante de luxo ao domicílio a morrer de inveja.
Não sei se estão a ver bem o filme, mas aquela retórica do "limpar Portugal" ganhou agora um novo sentido, focado na higiene oral (inclusive nos cantos da boca), na desinfeção e na esterilização de brinquedos de látex e cabedais. A agremiação a que teimam chamar de partido — olhando às histórias que nos vão chegando, infelizmente muitas delas envolvendo menores — parece viver num fetiche coletivo por uniformes, castigos e submissão forçada, transformando o debate parlamentar numa espécie de antro político-porno. Se a carreira política falhar — o que seria um alívio para a sanidade pública (inclusive a deles) — André já tem currículo para ser o rosto de uma marca de prazer com o slogan: "Chega de monotonia, vote no prazer".
Agora sim... Resumindo e concluindo: Ventura quis projetar a imagem de "mauzão" — um xerife implacável — mas acabou por parecer um pobre diabo numa despedida de solteiro a quem não restou uma única profissional na casa de alterne. Ao tentar humilhar um Chefe de Estado convidado com um acessório de 7,95 €, a única coisa que Ventura conseguiu prender foi a nossa atenção para o seu evidente fetiche por adereços de adultos — embora ele próprio, com frequência, não pareça comportar-se como um.
Resta saber se, na próxima manifestação, usará chicotes de cabedal para disciplinar quem defende a Constituição que tanto critica, ou se ficaremos apenas pelas bolas de mordaça para tentar silenciar a oposição. Meus amigos, uma coisa é certa: a política portuguesa nunca esteve tão "estimulante"... e tão degradante.
Sigam-me - Comentem-me - Partilhem-me
Boa noite e até amanhã.

Sem comentários:

Enviar um comentário