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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Pelo país, pela nossa gente:

O país não é uma abstração. É gente. É memória. É chão pisado por gerações.

O caminho de um país mede-se menos pelo egoísmo e mais pelo caráter. Não basta avançar. É preciso saber para onde. E com quem.
A política perdeu o hábito da humildade. E sem humildade não há escuta. Sem escuta não há povo. Há apenas poder a falar sozinho.
Governar não é mandar. É servir. É reconhecer limites. É aceitar que ninguém começa do zero. Cada decisão carrega um passado.
Respeitar as origens não é nostalgia. É responsabilidade. Um país que despreza de onde vem não sabe para onde vai. Corta as próprias raízes e acaba a estranhar a queda.
A integridade não é um luxo moral. É a base do contrato democrático. Quando a palavra deixa de valer, tudo apodrece. As instituições. A confiança. A esperança.
A decência não faz manchetes. Mas sustenta nações. Está presente nos gestos pequenos. Na recusa do atalho. Na coragem de dizer não quando seria mais fácil ceder.
Respeitar os outros é o mínimo civilizacional. Mesmo quando discordam. Sobretudo quando discordam. A democracia morre quando o adversário vira inimigo. E o inimigo deixa de ser humano.
O futuro do país não se constrói com gritos. Constrói-se com verdade. Com tempo. Com responsabilidade intergeracional. Não há salvadores. Há trabalho. Não há milagres. Há escolhas.
E no fim, tudo regressa ao essencial. Humildade para ouvir. Integridade para agir. Decência para permanecer humano. Respeito para continuar juntos.
Sem isso, há poder.
Mas não há país.

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