– texto de Gordon Khan adaptado e actualizado por Alfredo Barroso
Tem havido muita especulação sobre a perspectiva ainda distante, mas real, de que qualquer fracasso da Rússia na guerra da Ucrânia poderia provocar uma revolta contra o presidente Vladimir Putin: ou vinda "de cima", por parte de elementos dentro do Estado ou da elite; ou vinda "de baixo", numa tentativa revolucionária (ainda menos provável). O “remédio” poderia ser bastante pior do que a “doença” do regime de Putin, tal como o Ocidente o vê hoje.
Mas há outros cenários que ainda não foram encarados. Envolvida na Ucrânia, será a Rússia vulnerável ao “cenário iraquiano”? Ou. "cenãrio afegão", poderá a guerra da Rússia na Ucrânia desencadear instabilidade política, caos e carnificina no que resta deste país agora devastado pela guerra?
Correcta ou incorrectamente, Putin aprendeu muitas lições: percebeu que a expansão da NATO seria imparável sem o uso da força; a adesão da Ucrânia à NATO seria uma ameaça potencial à segurança nacional russa; o Ocidente não deve ser de confiar. Se Putin aprendeu as lições apropriadas de forma exacta e não exagerada, essa é outra questão. E outra ainda é se ele aprendeu correctamente as lições das ‘aventuras’ dos EUA e da NATO no Iraque e no Afeganistão.
No Iraque, as ações dos EUA e dos seus aliados membros da NATO levaram à expansão da Al Qaeda e ao surgimento do ISIS, trazendo mais guerra e centenas de milhares de baixas, além das infligidas como resultado da derrota imposta pelo Ocidente às forças de Sadam Hussein. E Putin, poderá quebrar a Ucrânia mas ser incapaz de geri-la, pelo menos durante algum tempo, como vimos que aconteceu aos EUA e seus parceiros do Ocidente no Iraque?
Uma lição-chave dessas tragédias é semelhante à “Guerra e Paz” de Lev Tolstoi, e pode resumir-se assim: a teoria do papel crucial do ‘grande homem’ (ou da ‘grande nação’) no desenvolvimento da história mundial fracassou rotundamente.
Nenhum homem ou nação – ao enveredar por uma busca quixotesca para determinar a história do mundo, ou mesmo só a história de determinadas regiões ou Estados – pode ter a certeza de que manterá o controlo do processo desde que o iniciou. E isso é particularmente verdade tanto numa guerra como numa revolução, algo de que têm grande experiência, tanto os russos como os americanos.
Putin caiu na armadilha do ‘grande poder’? Tal como aconteceu aos EUA no Vietname e no Iraque, e como aconteceu à URSS e aos EUA no Afeganistão, ao iniciarem grandes guerras nesses países?
Agora estamos pernte uma possibilidade distinta e pode ocorrer de várias maneiras:
- 1 – O colapso do “Regime de Maidan” numa guerra civil entre clãs, ou, pelo menos, episódios de grande violência e contestação da liderança por meios ilegais;
- 2 - Autonomização de elementos das Forças Armadas, da Guarda Nacional e da “Defesa Territorial”, dispostos a violar qualquer acordo de cessar-fogo generalizado a que se chegue, com a assinatura de documentos e retirada das tropas russas para trás de uma nova “linha de contacto”;
- 3 – O mesmo cenário do ponto anterior, ma com actos de violência protagonizados por batalhões de voluntários constituídos e chefiados por neonazis.
Qualquer tentativa do presidente ucraniano, Volodimyr Zelenskiy, para garantir um acordo de paz – o que ele, mais cedo ou mais tarde, terá que fazer, provavelmente a partir de uma posição de negociação desvantajosa – torna ainda mais provável uma possibilidade real de revolta de várias forças de oposição na Ucrânia.
Se quisermos comparar, é importante lembrar que os índices de popularidade do presidente da Ucrânia, Volodimyr Zelenski, nas vésperas do desencadear da guerra, eram tão baixos como os índices desastrosamente baixos do presidente dos EUA, Joe Biden, num mandato presidencial ainda incompleto.
O partido de Zelenskiy, “Servo do Povo”, estava atolado em escândalos de corrupção e com divisões crescentes, e praticamente todo o espectro político ucrâniano se opunha ao vacilante Zelenskiy e ao seu partido.
A guerra salvou e deu um impulso gigantesco aos índices de Zelenski nas sondagens (mas também aumentou os índices de Putin), todavia trata-se de um apoio bastante volátil, sendo certo que continua a ser insignificante o apoio desfrutado pelo “Servo do Povo”, o seu novo e institucionalmente muito fraco partido político.
Foi por esta e por outras razões que Zelenskiy aproveitou a guerra para banir partidos políticos que lhe faziam frente – desta vez uma dúzia de partidos, todos eles centristas e socialistas, opostos a Zelenskiy, que só deixou intocados os partidos neofascistas e ultranacionalistas, além de partidos nacionalistas aparentemente mais moderados, que se sentam ao lado do seu no Parlamento (Rada), com uma ressalva: a de que quase todos esses partidos nacionalistas 'moderados' incluem nacionalistas radicais. E isso dá-nos bem uma ideia de onde virá a primeira ameaça a Volodymir Zelenski caso ele queira negociar a paz.
A primeira força que ameaça o governo de Zelenski são os partidos, organizações e estruturas paramilitares ultranacionalistas e neonazis, como o 'Svoboda', o ‘Praviy Sektor’ (Sector Direito), o seu ‘Korpus Ucraniano Voluntário’ (DUK), o ‘Korpus Nacional’, o ‘C-14’, e vários outros grupúsculos de extrema-direita.
Supondo que uma quantidade substancial de membros desses grupos ainda estejam vivos e de boa saúde, e que esses grupos tenham conseguido manter os recursos e a eficácia organizacional, antes que um acordo de paz seja alcançado, é muito provável que tentem de alguma forma subverter qualquer futuro acordo com os russos.
Basta lembrar os acontecimentos de 20 a 21 de Fevereiro de 2014 [“golpe de Estado da Praça Maidan”] para perceber que há mesmo essa probabilidade. Tenho em mente o naufrágio do acordo que foi assinado pelo então presidente eleito da Ucrânia prestes a ser deposto, Viktor Yanukovych, e pelos principais partidos da ‘oposição Maidan’, na sequência do ataque terrorista provocatório levado a cabo por atiradores de ‘bandeira falsa’ – e que na realidade eram membros da facção neonazi da “Oposição Maidan” – visando quer a polícia quer os manifestantes, o que causou a chamada “revolução da dignidade” contra Yanukovych, falsamente acusado de ordenar o massacre. Apesar de minoritários, os neonazis lograram assim dar o pontapé de saída do novo jogo político. Fizeram-no pela primeira vez, e hão de consegui-lo de novo.
Outros elementos a ter igualmente em conta são: o deputado ao Parlamento (Rada) e ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko, líder do partido “Solidariedade Europeia” e com boas relações com certos elementos ultranacionalistas e nacionalistas; tal como o primeiro presidente 'em exercício' do “regime Maidan”, Oleksandr Turchynov, que era presidente do Conselho de Segurança ucrâniano e do Rada; e ainda o exímio orador Andriy Parubiy, que organizou o ataque provocatório dos atiradores de ‘bandeira falsa’ em 20 de fevereiro de 2014, bem como o ataque terrorista que consistiu em “queimar russos vivos”, a 2 de Maio de 2014, em Odessa, levado a cabo por militantes neonazis do “Praviy Sektor” (Sector Direito).
Quando a guerra estalou, Poroshenko montou imediatamente o sua próprio gabinete de guerra. E Zelenskiy continua a ter muito cautela com Poroshenko, que até já foi acusado de traição e forçado a comparecer em audiências de pré-acusação, quando o medo da guerra aumentava. Relatos dos ‘media’ ucranianos indicam que Poroshenko ordenou aos seus próprios canais de televisão, no início da guerra, que agitassem o tema da traição de Zelenskiy por este querer negociar com os russos. Zelensky, por seu turno, ordenou que todos os canais de televisão passassem a transmitir programas de entretenimento no mesmo horário, estabelecendo assim o controlo total do governo sobre a televisão.
Entretanto, Poroshenko permanece em boas relações com muitos ultranacionalistas e neofascistas. Turchynov, por exemplo, defendeu Poroshenko contra as acusações de traição que lhe foram feitas por Zelenskiy num comício à porta do tribunal onde as audiências de pré-acusação estavam a ser realizadas.
Zelenskiy chegou a entabular seriamente negociações com a Rússia e afirmou mesmo, várias vezes, que estava de acordo em abandonar o pedido da Ucrânia para se tornar membro da NATO, uma exigência-chave de Putin antes e durante a guerra. E Kiev até chegou a elaborar um projecto formal de tratado sobre a neutralidade ucraniana, prevendo garantias de segurança da soberania nacional, um estatuto não nuclear e proibição de tropas estrangeiras ou infraestruturas militares em território da Ucrânia.
Mas convém lembrar que a ameaça neonazi e ultranacionalista é uma das mais fortes razões pelas quais Zelenskiy, não só foi incapaz de honrar as obrigações que assumiu nos “Acordos de Minsk 2”, como, mais recentemente, de concordar em aceitar as exigências russas de “desnazificação” do país, além do reconhecimento da anexação da Crimeia pela Rússia, a independência das repúblicas autónomas de Donetsk e Luganks (no Donbass) e a desmilitarização da Ucrânia – ou seja, tudo aquilo a que se opõem os nazis e nacionalistas radicais. Muitos apologistas do neonazismo ucraniano tentaram minimizar sua influência. Mas a influente extrema-direita da Ucrânia já se manifestou inúmeras vezes contra qualquer acordo com Moscovo em relação o processo dos “Acordos de Minsk 2”.
Volodimyr Zelenski é, antes de mais, um especialista em propaganda e comunicação, habilidade que adquiriu nos seus anos como comediante. Todavia, não conseguiu evitar ou contornar a influência dos ‘ultras’, apesar de sua recente declaração de que as forças russas, após quatro semanas de guerra, não conseguiram encontrar nenhum neonazi na Ucrânia. Os media russos demonstram exatamente o contrário.
(Aqui, tenho de abrir um parêntesis para reafirmar que qualquer dos três lados desta guerra estão a mentir, produzindo falsidades, narrando apenas o lado da história que lhe interessa e apresentando o outro lado de forma negativa. Há mesmo poucas ou nenhumas diferenças, neste momento, entre o que dizem os media ocidentais, os media russos e os media ucranianos).
No passado recente, Zelenskiy até foi capaz de tentar controlá-los sozinho. No início de sua presidência, chegou a viajar até à principal base dos neonazis do ‘Regimento Azov’, para tentar convencê-los a acabar com a sua oposição aos seus esforços para chegar a um acordo de paz no Donbass com Moscovo, o que resultou em recriminações mútuas e, sobretudo, ameaças dos neonazis contra o presidente.
Mais recentemente, porém, Zelenski conseguiu descobrir um “patriota” neonazi para o condecorar com a medalha de 'Herói da Ucrânia'. Ora, o neonazi premiado é famoso pela sua participação no notoriamente radical “Sector Direito” e no seu braço armado, o Exército Voluntário Ucraniano (UDA), liderado por Dmitro Yarosh, que também é conselheiro do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas! O premiado reconheceu, aliás. numa entrevista ao “New York Times”, que viola rotineiramente o acordo de cessar-fogo no Donbass previsto nos “Acordos de Minsk 2” e que até tem um cão que «há de comer os ossos das crianças russas». Ou seja, Volodimyr Zelenskiy sabe perfeitamente quem são e onde estão os neonazis, e estes sabem exatamente onde se situa Zelenski e quem ele é: nenhum deles.
A experiência de guerra provavelmente tornará as forças neonazis e ultranacionalistas da Ucrânia ainda mais extremistas, e alguns nacionalistas moderados provavelmente serão radicalizados até se tornarem extremistas. Isso acontece em qualquer guerra, e na Ucrânia não será diferente.
E tudo isto torna a oposição radical a Zelenskiy ainda mais provável, caso ele volte a tentar negociar com Putin. De facto, os neonazis podem minar qualquer negociação que esteja prestes a alcançar um acordo de paz. São inúmeras as opções possíveis: quer ataques-relâmpago às tropas russas durante qualquer cessar-fogo, temporário ou permanente, ao abrigo de qualquer acordo de paz e à medida que as tropas russas se retirem; quer ataques terroristas de “bandeira falsa”, como o massacre provocatório na Praça Maidan em 20 de Fevereiro de 2014; quer tentativas de assassinar Zelenskiy ou qualquer dos membros da sua equipa mais próxima; quer tentativas de assassinato de membros de qualquer equipa de negociadores nomeada por Kiev (o que até já terá ocorrido pelo menos uma vez); quer outros métodos mais ou menos brutais.
A ameaça de caos, provocado pelo êxito de qualquer dessas tentativas, é algo para o qual russos e ucranianos terão que se preparar com antecedência (o que até irá exigir, muito provavelmente, esforços conjuntos). Outro risco óbvio é o de Zelenski - mesmo que consiga superar a oposição a um acordo com Moscovo - ter grande dificuldade em aplicar concretamente esse acordo. Um ‘Acordo Minsk 3’ não poderá ser diferente do ‘Acordo Minsk 2’, sobretudo numa atmosfera de angústia e de indisciplina nas fileiras, característica de um pós-guerra, com políticos, militares grupúsculos ultranacionalistas com diferentes opções estratégicas envolvidos em lutas pelo poder.
Consequentemente, há um risco evidente de autonomização de elementos das Forças Armadas, da Guarda Nacional, da 'Defesa Territorial' e de violações de qualquer cessar-fogo generalizado, que podem vir ocorrer após assinatura dos documentos que selem um acordo de retirada das tropas russas para trás de uma nova 'linha de contato'. Há que não ignorar o perigo que representam os batalhões voluntários controlados pelos neonazis (ou 'nats-baty'), incluindo o ‘Regimento Azov’, que foram incorporados, com grande dificuldade, quer no Exército quer na Guarda Nacional.
Aliás, nem todos esses batalhões foram incorporados nas Forças Armadas, como, por exemplo, é o caso do Exército de Voluntários Ucranianos de Yarosh e do ‘Praviy Sektor’ (‘Sector Direito’), além doutros grupos menores que se constituíram como voluntários contra a invasão russa.
A possibilidade de violações persistentes de um cessar-fogo aplica-se em especial aos batalhões de voluntários controlados pelos neonazis, os quais, como já salientei antes, também podem representar uma ameaça à unidade do próprio “Regime Maidan”, até mesmo à sua sobrevivência. Pode dar-se o caso, pelo menos durante algum tempo, de o invasor estrangeiro ter conseguido consolidar o poder político na Ucrânia, até certo ponto. Mas é difícil avaliar se uma tal consolidação durará o bastante e será suficiente para superar as divergências estratégicas, ideológicas e políticas motivadas pelo desejo omnipresente e permanente de conquista do poder.
Em suma, para reivindicar a vitória e justificar a retirada das forças russas da Ucrânia, Moscovo precisaria de Zelenski. E por isso é que considero pura desinformação todas as alegações ocidentais e ucranianas de que existiriam equipes de assassinato russas enviadas para ‘cortar a cabeça’ do presidente ucraniano. Com ou sem Zelenskyi, o mais provável é que o “Regime de Maidan” venha a enfrentar tempos bastante difíceis, caso o resultado desta guerra não retrate uma vitória da Ucrânia para os influentes grupos nacionalistas, ultranacionalistas e neonazis.
É por isso que, qualquer desnazificação da vida política e do regime ucraniano – sem qualquer exagero, mas claramente significativo – que possa ser alcançado sob pressão das forças russas, tem de prevenir os atritos com os extremistas remanescentes, casos de Andrey Biletskiy e do seu ‘Regimento Azov’, e de Dmitro Yarosh e do ‘Praviy Sektor’ e o seu Exército de Combatentes Voluntários (o ‘DUK’), para se poder garantir alguma estabilidade política e verdadeira paz na Ucrânia, no período pós-guerra.
Outro problema que abre espaço à possibilidade de situações confusas e graves, é o longo prazo que pode vir a ser necessário para a Ucrânia cumprir as suas obrigações, o que daria margem para qualquer acordo de paz se transformar noutro ‘Minsk 2’. Como Zelenskiy salientou numa entrevista, o principal negociador da Rússia aludiu, em 29 de Março, num comentário à margem das negociações em curso na Turquia, que a Rússia reclama a neutralidade da Ucrânia, o seu total isolamento militar e um novo estatuto de segurança, o que exigirá mudanças na sua Constituição, sendo admitida a realização de um referendo. Ora, tal referendo iria, obviamente, prolongar o período intermédio entre, por um lado, o acordo sobre o estatuto militar da Ucrânia e o cumprimento das obrigações por parte de Kiev e, por outro lado, a retirada das tropas russas..
Abrir-se-ia, assim, uma ‘janela de oportunidade’ para as forças de oposição ucranianas, não radicalizadas, trabalharem em colaboração quer com o governo de Zelenskiy, quer com os russos. Mas isso também daria margem para os neonazis, os ultranacionalistas e outros ‘grupelhos’ radicais começarem a lançar acusações traição (‘zrada’).
Outra hipótese bastante provável é a do fracasso do Estado ucraniano combinado com uma revolta do tipo ‘Maidan’ apoiada pelo Ocidente. E é isso mesmo que, agora, está a impedir qualquer possibilidade imediata de recuo das forças russas, criando-se, assim, um pântano que pode debilitar a posição de Putin.
Convém saber que, muito antes da invasão russa, forças militares ucranianas regulares e especiais, além de forças irregulares como “nats-batalions”, constituídos e chefiados por neonazis, já estavam a receber treino intenso por especialistas da CIA. Daí que seja de admitir a hipótese de Putin ter sido arrastado para uma armadilha pela escalada de 18 de fevereiro (a chamada "invasão planeada da Ucrânia no Donbass" pela Rússia), e a ameaça, pelos vistos não tão vã, de Volodimyr Zelenskiy, de procurar adquirir armas nucleares (ou pelo menos uma “bomba suja” ). E daí as pesadas sanções ocidentais e o crescente envolvimento da NATO com envio de armamento militar para Kiev.
É aqui que o ‘cenário iraquiano’ se transforma num ‘cenário afegão’, em que Vladimir Putin (tal como sucedeu com Joe Biden) seria derrubado pelas forças do caos que ele próprio desencadeou – e que o Ocidente alimentou para ser usado contra ele.
Em conclusão, há um caminho longo e bastante minado a percorrer antes que a guerra russo-ucraniana possa ficar para trás das nossas preocupações. Há, de facto, uma bem real possibilidade de estarmos a falar, não só da primeira, mas também duma segunda e, até, terceira guerras russo-ucranianas, com todo os riscos que isso implica para a segurança e estabilidade mundiais, e não só na Ucrânia e na Rússia.
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Alfredo Barroso
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