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domingo, 9 de agosto de 2020

Lições do fascismo português: como casar uma professora do Ensino Primário:

fachoNo tempo do Salazar é que isto era um país às direitas. Literal e orgulhosamente. Reparem no exemplo das professoras do ensino primário que pretendiam casar, e que só precisavam de aprovação do pai, de um parecer positivo do director do distrito escolar e da autorização do Ministro da Educação Nacional. Nada mais. Era ter estas três aprovações e estava resolvido o problema. Nada dessas modernices vagabundas, que estão a destruir a família cristã, em que a mulher escolhe o seu caminho e faz as suas próprias opções. Com Salazar e o seu grupo de forcados, poucas vergonhas como essa não passavam.

Acertados estes detalhes, o pretendente teria que passar por algumas burocracias adicionais, ainda que fundamentais, nomeadamente ter bom comportamento moral e civil (i.e. ser fascista) ou auferir rendimentos em harmonia com os da futura subalterna, perdão, esposa. Saudoso e admirável passado de glórias mil! Portanto, já sabem: se querem regressar aos tempos gloriosos do fascismo, durante os quais o Estado nos libertava do jugo das liberdades e escolhas individuais, e nos ajudava a conseguir um bom casamento, votem André Ventura, que e ele acaba de vez com esta pouca vergonha dos casamentos por amor.

Do blogue Aventar

09/08/2020 by  10 Comments

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