Há muitos, muitos anos, éramos jovens e sonhávamos muitas vezes acordados.
Era a época dos jovens formarem conjuntos de rock, outras músicas, ou ensaiarem
em garagens ou barracões. Era o que estava em voga. Todos queriam imitar os
Beatles e outros grupos afamados.
Eu e mais um grupo de jovens nos nossos passeios ao fim da tarde, depois do trabalho, íamos a pé para os lados da Fábrica de fiação e tecelagem de Luís Teles de Menezes, nos montes atrás, aproveitávamos a solidão para algum de nós dar azo às cordas bocais. As minhas eram fracas por isso não fazia tentativas. Mas havia no nosso grupo quem tivesse voz e jeito para isso.
Eu e mais um grupo de jovens nos nossos passeios ao fim da tarde, depois do trabalho, íamos a pé para os lados da Fábrica de fiação e tecelagem de Luís Teles de Menezes, nos montes atrás, aproveitávamos a solidão para algum de nós dar azo às cordas bocais. As minhas eram fracas por isso não fazia tentativas. Mas havia no nosso grupo quem tivesse voz e jeito para isso.
De entre alguns lembro o Júlio “Guerra”, que me perdoe a descrição, mas
é por uma boa lembrança, as várias canções que interpretava: “Quem
quiser ver é só subir ao morro” e “Índia". Eram as suas predilectas e nós gostávamos de as
ouvir.
Havia um ou outro que também colaborava e lembro o Nelo “Baião” com os seus fados de Coimbra e de vez em quando com o “Malaguenha Solerosa".
Havia um ou outro que também colaborava e lembro o Nelo “Baião” com os seus fados de Coimbra e de vez em quando com o “Malaguenha Solerosa".
O nosso ponto de encontro era no Café Malheiro e dali partíamos para
essas caminhadas. Tempos e sonhos que não voltam mais.

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