Chegou hoje e ao contrário de outros anos chega fria e seca como o
País. Antigamente o seu sol radiante, o desbrochar das flores das plantas, o
cheiro que brotavam dava-nos um ar agradável. As andorinhas aproveitavam a
vinda da Primavera para fazerem a sua aparição. Nessa altura os lavradores
aproveitavam para fazerem as suas sementeiras e era um regalo vê-las nos seus baixos voos como a quererem beijar a terra que tinha sido lavrada. Aproveitavam para apanhar qualquer insecto para a sua alimentação.
Não tinham receio do gado que puxava o arado para desbravar a terra e do lavrador que seguia à frente na orientação da terra a desbravar.
Era um tempo lindo a chegada da Primavera. Como nos diz o adágio português: em Março tanto durmo como faço. Era assim até ao findar do dia.
Das quatro estações anuais a Primavera é a menos exuberante. Nem calor nem frio. Tantas horas diurnas como nocturnas.
As outras estações reservam-nos outros dissabores. O Verão com o seu calor insuportável, o Outono com o seu olhar triste e o cair da folha que parece uma ida ao barbeiro do ser humano e o Inverno com o seu ar austero e frio.
Assim podemos denominar a Primavera como a rainha das flores e... como ela não há igual.
Não tinham receio do gado que puxava o arado para desbravar a terra e do lavrador que seguia à frente na orientação da terra a desbravar.
Era um tempo lindo a chegada da Primavera. Como nos diz o adágio português: em Março tanto durmo como faço. Era assim até ao findar do dia.
Das quatro estações anuais a Primavera é a menos exuberante. Nem calor nem frio. Tantas horas diurnas como nocturnas.
As outras estações reservam-nos outros dissabores. O Verão com o seu calor insuportável, o Outono com o seu olhar triste e o cair da folha que parece uma ida ao barbeiro do ser humano e o Inverno com o seu ar austero e frio.
Assim podemos denominar a Primavera como a rainha das flores e... como ela não há igual.
Tão bela, tão misteriosa
Assim é a rainha das flores
Dona, dos meus amores
Dona, do meu pensar
É tão bela, mas é tão misteriosa
Que eu nem posso, nela tocar.
Pobre de mim, vivo sonhando com ela
Com ela na passarela, do meu coração
Contemplo a sua formosura
E num gesto de ternura
Faço uma canção
Declarando o meu sentimento por ela
Mas ela na dela, nem me dá atenção.
Ela vive num lindo jardim
E nem liga pra mim, que vivo pensando nela
Mas no meu peito há um fio de esperança
De que nessa perseverança
Ganharei o amor dela
E assim com a rainha das flores
Viverei cheio de amores
Numa eterna primavera.
Autoria: Zé Índio

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