Rádio Freamunde

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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Já se conhece quem é o provocador:

Militante do Chega, Diogo Lima Mayer, diretor de um resort familiar onde faz criação de cavalos em Arraiolos, quis ontem armar confusão na acampada de Lisboa.
Escreve a acampada de Lisboa: "Um homem infiltrado foi apanhado a lançar petardos e a tentar incendiar um caixote do lixo no meio da manifestação pacífica de hoje. Pelo menos três petardos foram ouvidos hoje dentro da multidão de manifestantes pacíficos.
Quando confrontado fugiu e barricou-se dentro do McDonalds, obrigando o restaurante a fechar as portas durante horas.
Isto surge depois da polícia perseguir e multar apoiantes da luta pela habitação que circulavam de carro e apitavam no Rossio em solidariedade! Não esperavam era que a solidariedade se contagiasse por vários condutores e gerasse a criação de um novo monstro: o BUZINÃO DO ROSSIO!
Não temos medo!
CHEGA DE TERRORISMO POLICIAL!"

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RiseUP Portugal

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Este Governo não cai… – Crónica do quotidiano entre o sério e o frívolo:

Eça dizia que o governo não caía porque não era um edifício, havia de sair com benzina porque era uma nódoa.

Sobram a este governo condições para merecer o diagnóstico e validar a terapia, mas foi ampliado o arsenal medicamentoso, sem que o País assista à decomposição que o PS, com aprovação prévia do OE/27, e o PR com a obstinação na estabilidade, possibilitam.
É surpreendente que um governo de ministros ligados a negócios imobiliários não tenha uma só ideia para a crise de habitação. A resposta é a repressão com o desejo irrefreável de regular manifestações, depois de ver na rua milhares de jovens que repudiam a nova lei das rendas combinada entre o PSR e o Chega.
O país que ignora investigações ao grupo terrorista liderado por um chefe da PSP, que comandava a polícia municipal de Lisboa, e ao Movimento Zero que a extrema-direita criou no seio da mesma PSP, fica intranquilo com um agente à civil numa manifestação pacífica a empunhar a pistola. Teme que seja agente provocador, temor ampliado pelo achamento de petardos de origem desconhecida no local.
Regresso ao princípio, à eventual queda do governo, para recordar que foram multados três automobilistas por buzinarem no Rossio em apoio dos manifestantes, à razão de 60 € per capita. Sou levado a crer que este governo não cai pelo ruído porque é surdo, há de cair pelo ridículo por ninguém o levar a sério e o País acabar por morrer a rir.
Finalmente, enquanto o PM hiberna e o MAI parece a barata tonta, um juiz decide que uma tenda possa ficar durante a noite, no Rossio, para defender o direito à manifestação.
Só falta agora que, à semelhança de Ivo Rosa, a juíza cuja jurisprudência não agradará a alguns, veja a sua vida privada devassada e o PGR a impedi-la de conhecer o pretexto.

UM JEITO MANSO: É sempre bom haver um Rui Borges para bombo da fes...

UM JEITO MANSO: É sempre bom haver um Rui Borges para bombo da fes...:   Obviamente que a saída do Rui Borges não é o assunto do dia.  O que releva verdadeiramente hoje é a enorme incompetência, o provincianismo...

Eis o primeiro culpado!

(João Gomes, in Facebook, 01/11/2026, Revisão da Estátua)

Dizem que Luís Neves «tem poder» porque terá documentos sobre algumas das mais conhecidas personalidades portuguesas, que foi guardando no seu «cofre pessoal». Não tenho provas disso! Mas ele próprio afirmou publicamente que «tem poder». E convém perguntar de onde vem esse poder e como é utilizado.

A atuação musculada da Polícia de Choque tem responsáveis. Luís Neves é o primeiro. As polícias não atuam num vazio político. Há uma tutela, há orientações e há quem tenha de responder pelo que acontece nas ruas. Acima dele está outro Luís: Montenegro. É o segundo responsável. Não pode lavar as mãos daquilo que o seu Governo permite ou promove.

E, acima dos dois, está António José Seguro, Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas.

Se a polícia ultrapassar os limites da lei e atuar contra a Constituição, o Presidente não pode limitar-se a assistir. Tem responsabilidades na defesa da ordem constitucional e dispõe de instrumentos para as exercer, incluindo o papel que constitucionalmente cabe às Forças Armadas na defesa da legalidade democrática.

Não estou a defender militares nas ruas contra polícias. Estou a perguntar quem impede que o poder político transforme as forças de segurança num instrumento contra os cidadãos.

Recentemente, na Polónia, vimos até onde pode chegar um confronto entre o poder político, as instituições e as forças policiais.

Será que, em Portugal, Seguro está à espera de um golpe de Estado para perceber que a Constituição também precisa de ser defendida contra quem governa?

Do Blogue Estátua de Sal 

A BARRACA DO GOVERNO. TRIBUNAL DECIDE PELA LEGALIDADE DAS TENDAS:

Afinal, parece que as tendas do Rossio tinham mais razão jurídica do que algumas das autoridades que ordenaram a sua retirada.
O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa decidiu a favor dos manifestantes que contestaram as sucessivas intervenções policiais na Acampada de Lisboa, reconhecendo que as tendas fazem parte da manifestação e que a sua permanência durante a noite está protegida pelo direito de reunião e manifestação.
A decisão surge depois de várias operações policiais destinadas a retirar as estruturas e dispersar os participantes, numa polémica que colocou frente a frente o direito constitucional à manifestação e as regras invocadas pelas autoridades para controlar a utilização do espaço público.
O processo foi apresentado pela activista Renata Cambra, representada pela advogada Leonor Caldeira. O pedido pretendia garantir a continuidade da concentração no Rossio até 25 de Novembro, incluindo a possibilidade de manter as tendas durante a noite.
O tribunal reconheceu esse direito, sujeito a condições concretas: a concentração deve decorrer pacificamente, permanecer limitada à Praça D. Pedro IV, respeitar o silêncio entre a meia-noite e as seis e meia da manhã e manter desimpedidas a circulação de peões e as entradas para veículos de emergência. Ou seja, não foi reconhecido um direito ilimitado de ocupar qualquer espaço público com tendas. Foi reconhecido que, nas condições definidas, as tendas podem integrar uma manifestação e que não podem ser simplesmente retiradas por decisão administrativa ou policial, ignorando os direitos constitucionais em causa.
E o que alegavam o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa?
Invocaram questões de segurança, higiene, protecção civil e utilização do espaço público. Um dos argumentos apresentados foi a montagem do Mercado de Natal do Rossio, prevista para começar já a 3 de Novembro. Mas há uma hierarquia de direitos e há limites para a atuação das autoridades. O direito à manifestação não desaparece porque incomoda, porque ocupa espaço ou porque o poder político preferia que o protesto terminasse.
A Constituição não é um regulamento municipal que se aplica apenas quando dá jeito. E a polícia não pode substituir os tribunais na interpretação definitiva dos direitos dos cidadãos. Esta decisão vem depois de detenções, remoção de tendas, confrontos e intervenções policiais cuja necessidade e proporcionalidade têm sido contestadas.
Há uma pergunta que fica no ar: se os manifestantes tinham razão quanto à possibilidade de manter as tendas, com as condições agora reconhecidas pelo tribunal, com que fundamento se justificaram as anteriores intervenções? O Governo e a Câmara terão de respeitar a decisão judicial. A democracia também funciona assim: o poder político não tem sempre razão, a autoridade policial não está acima da lei e os cidadãos não perdem os seus direitos por contestarem quem governa.
Quanto à crise da habitação, essa continua à espera de soluções. As tendas podem sair do Rossio, mas a falta de casas não desaparece com uma operação policial.
Afinal, a barraca não estava onde o Governo pensava. A verdadeira barraca é termos chegado ao ponto de ser necessário recorrer aos tribunais para defender o exercício de um direito constitucional.

domingo, 1 de novembro de 2026

Ventos Semeados: A outra face

Ventos Semeados: A outra face:   Chego aos setenta anos obrigado a rever uma desconfiança de décadas. Nunca acreditei na outra face oferecida a quem esbofeteia a primeira,...

Empresas espanholas e portuguesas começam a produzir armas para atacar a Rússia:

(Viktor Medvedchuk in Resistir, 31/10/2026)

Illustrated island map with roads, aircraft, ships, ports, and industrial facilities

Um mapa ilustrado e dramático de uma ilha conecta aeroportos, portos, indústrias e instalações militares ao longo de uma paisagem acidentada.

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Do Blogue Estátua de Sal