Rádio Freamunde

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

É proibido fotografar as prateleiras vazias dos supermercados:

 (Major-General Carlos Branco, in Facebook, 05/09/2026)

A imagem acima circula em vários canais de Telegram. Achei que a devia publicar depois de ter visto e ouvido uma comentadora assídua num canal televisivo nacional afirmar que a Ucrânia está na mó de cima e por isso quer ir para negociações.

Os cartazes dizem que é proibido fotografar as prateleiras vazias de supermercados. “Fotografar prateleiras vazias de supermercados é PROIBIDO. A multa é de 3 mil hryvnias.” O salário mínimo na Ucrânia é 8.647 hryvnias (cerca de $204). Se o problema não for mostrado, ele não existe. A ousadia de fotografar a realidade significa poder perder 35% do salário.

A comentadora em causa, não percebe nada do que está a acontecer. A Ucrânia quer ir para negociações porque está numa situação de extrema dificuldade e quer travar o ímpeto russo para ganhar tempo. Nada do que ela disse faz sentido. Fazendo uma analogia com o basquetebol, o treinador pede desconto de tempo (ou timeout) para parar o jogo quando a sua equipa está em dificuldades e pretende mudar de estratégia.

Só uma cabecinha pensadora pode dizer que a parte que: tem mais de 200 mil abandonos de soldados das fileiras; tem mais de quinhentos mil cidadãos em fuga do serviço militar, não tem capacidade para repor os soldados que perde diariamente em combate (o Chefe de Gabinete de Zelensky fala em 30 mil por mês), tem mais de 10 milhões de cidadãos fora do país, se encontra numa tremenda regressão demográfica, sem acesso ao mar, sem capacidade para exportar os seus produtos, etc., etc. está na mó de cima.

Mais tarde ou mais cedo, essa senhora e outras que regurgitam semelhantes atoardas têm de vir prestar contas com a história. E depois não venham com tretas dizer que fizeram avaliações erradas.

Participam há mais de 4 anos numa despudorada campanha de manipulação da opinião pública sendo coniventes ativas na desinformação a que estamos sujeitos e somos diariamente vítimas.

Do blogue Estátua de Sal

A ilusão da AfD!

Mas o que é que se estava á espera? Depois do suicídio econômico perpetrado por Sholz e Merz, esperava-se coisa diferente?

Mas, veremos que a AFD será uma desilusão para os que nela votaram, mas não uma desilusão maior que os partidos do extremo centrismo, que é centro presumido, mas extremista na atitude religiosa face aos ditames dos EUA e NATO.
Merz, um Boy da BlackRock, o seu papel é garantir que o oligopólio norte americano de gestão de activos cresce na Europa e no mundo, alargando a influência dos seus detentores.
A Alemanha tem pago bem cara essa experiência de ter um CEO como dirigente máximo. Um CEO é CEO porque é mestre na escalada hierárquica, normalmente, porque é bom a ser servil para quem está acima.
Esperava-se que tomasse decisões energéticas que não passassem por comprar mais caro, e aos EUA? Nunca. O que diria o seu patrão? Os donos da BlackRock, ou dos fundos para onde irá depois da missão?
Para além de tudo, Merz, pela sua política a favor das oligarquias multinacionais do sector financeiro, abandonou os industriais alemães.
Nem a China o salvou, pois apenas permitiu a saída de activos para lá, mas nunca o investimento industrial deste país na Alemanha, uma vez que tal ameaçaria os seus chefes do outro lado do atlântico.
Na política externa nunca saiu da armadilha Ucrânia, entrando sempre na diabolização da Rússia, no armamentismo, comportando-se mais como um moço de recados de quem realmente manda.
O exemplo tem sido a sua relação com Israel e a repressão interna (repressão? Sim! Há repressão na Alemanha) de quem denuncia o genocídio. Criticar o sionismo pode dar prisão!
Merz e Sholz fazem parte da era da decadência, a era Weimar 2.0.! O arranjo do "centro" partidário (não confundir com "centro político" ) criou uma sensação de asfixia democrática, de totalitarismo operacional. Votar num ou outro dava sempre o mesmo. Por cá, em Portugal também vivemos essa realidade, enquanto definhando.
Mas, a AFD (como Meloni, Orban, Ventura...), não passará de uma desilusão, pois, no final, pertencem aos mesmos donos, apenas numa mais encarniçada e demagógica. Tentarão com golpes de propaganda e algum apoio na imprensa monopolista mascarar a sua incapacidade para trazer a paz e o desenvolvimento económico e social.
A repressão, essa, vai-se acelerar, mas mais mascarada por propaganda, e, no final, veremos que nada realmente mudou, apenas ficou tudo ainda pior. Pior, não por causa da AFF, mas porque está, tal como previsto, não será capaz, nem tem a intenção de alterar os contornos gerais da decadência sistemica. Os seus donos não deixarão e, tal como com Trump, exigirão a continuidade dos aspectos mais gravosos.
Os salários continuarão a cair, os índices sociais a colapsar, as fábricas a encerrar, com exceção das do armamento que florescerão ainda mais. A guerra continuará, porque a guerra é feita pelos impérios em decadência. Tal como com Trump, a guerra será a salvação e não a paz. É a história do capitalismo. Em 500 anos enquanto modo de produção dominante, sempre foi assim.
A AFD, se chegar realmente ao poder um dia (estás são regionais), governará sobre migrantes, wokismo de direita (sim, o identitarismo é especialmente de direita), sobre aspectos acessórios. No que interessa, na economia, será a oligarquia quem continuará ao leme. E desengane-se quem pensar num ressurgimento nacionalista. Os EUA envarregaram-se através do domínio de universidades, imprensa e da soberania cognitiva dos alemaes, de que tal não sucederá. E a AFD não será capaz de políticas realmente transformadoras, de medidas radicalmente decisivas, no sentido da resolução dos problemas pela base.
Ao invés, a contestação aumentará de tom, e passaremos da versão repressiva fatiota azul e camisinha branca, para a bota da tropa.
Para além da acelerada decadência e da "suposta" aceleração da decadência da UE, enquanto força burocrática destrutiva, poucas mais coisas positivas veremos. Espero enganar-me, claro. Mas não vejo uma corporate alemã, ser capaz de coisa muito diferente e arrojada.
No final, depois de terem caído , daqui a uns bons anos, surgirá um José Milhazes qualquer, a escrever que tudo aconteceu por causa dos comunistas alemães!

sábado, 5 de setembro de 2026

Ventos Semeados: A arte da comoção agendada

Ventos Semeados: A arte da comoção agendada:   Há um ano morriam dezasseis pessoas no Elevador da Glória. Há uma semana, dezasseis blocos de calcário e uma oliveira centenária vieram su...

Os dias do querido mês de Agosto:

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 04/09/2026)


Já a nossa velha Europa continuava como sempre, entre a cumplicidade com o terrorismo de Estado de Israel e a imbecilidade estratégica na Ucrânia: lá foram todos eles outra vez em excursão a Kiev, não para pensarem no fim da guerra, mas para prometerem mais dinheiro e mais armas para que a guerra não acabe, Deus nos livre! 

Quando desapareci para férias, estava Agosto a entrar e Bordéus e a Estremadura espanhola a lutarem contra incêndios de uma ferocidade nunca vista. Mas aqui, já íamos com três semanas da operação mediática destinada ao linchamento de Luís Neves. Nos jornais, nas televisões, nas rádios, editores, comentadores, humoristas e jornalistas, todos sem desfalecimento, empurravam-se para ver quem chegaria primeiro ao último estertor do acossado. Acusado de crimes tão graves como, enquanto director nacional da PJ, aceitar os serviços de um empreiteiro que tinha contratos com a mesma PJ e de também aceitar a sua oferta para armazenar um furgão apreendido com componentes químicos que a PJ não tinha onde armazenar, Luís Neves era, sobretudo, acusado de dois pecados imperdoáveis: ter construído um tanque de rega que também podia servir de piscina sem autorização e ter “impermea­bilizado” uns metros quadrados de terreno no fim do mundo para poder chegar a casa sem pisar na lama. O suficiente para lhe cortarem a cabeça, mesmo que, num país onde tanto se suspeita de corrupção, ninguém se detivesse a pensar que aquele homem que servira durante 30 anos numa posição exposta como raras outras a abordagens de corrupção, tudo o que tinha para apresentar como património era uma casinha herdada de família no deserto alentejano, alvo de “sumptuosas” obras de 15 mil euros e um carro com 15 anos.

Entretanto, o mundo avançou Agosto adentro e tragicamente: aos incêndios apocalípticos seguiram-se imagens dos dois maiores rios da Europa, o Reno e o Danúbio, quase transformados em riachos, as verdes paisagens inglesas parecendo o Magrebe, Londres sob 39 graus de canícula e Bruxelas 37, terramotos em vários lados e, por fim, as neves dos Himalaias derretendo-se e tornando-se súbitos rios diluvianos, destruindo e matando tudo à sua frente. Mas aqui, à falta de catástrofes, de incêndios e de crimes tipo-CMTV, continuava tudo na mesma: Luís Neves, Luís Neves, Luís Neves. E o planeta a explodir à volta.

Agosto aproximava-se do fim quando Trump, desvairado pelo atoleiro do Irão, onde a sua soberba e estupidez o enfiaram, voltava a amea­çar a anexação da Gronelândia e agora também Omã, enquanto prosseguia a sua ofensiva de raiva contra o Canadá, cujo primeiro-ministro tem a rara ousadia de o desafiar. Já a nossa velha Europa continuava como sempre, entre a cumplicidade com o terrorismo de Estado de Israel e a imbecilidade estratégica na Ucrânia: lá foram todos eles outra vez em excursão a Kiev, não para pensarem no fim da guerra, mas para prometerem mais dinheiro e mais armas para que a guerra não acabe, Deus nos livre! Mas aqui, eis que afortunadamente surgia novo dado gravemente incriminatório de Luís Neves: afinal, além do Ford Focus com 15 anos, o homem “tinha” outro carro, um Nissan Micra, que o sogro oferecera à sua mulher e que, sendo eles casados em comunhão de adquiridos, pertencia também ao suspeito — e viva a autonomia conjugal!

Os dias do querido mês de Agosto
Hugo Pinto

E assim, a novela prosseguiu ainda até final do mês e continua Setembro adentro, sem que, por um só momento, fossem levantadas as questões políticas que interessa levantar a um ministro da Administração Interna: continua o caos nos aeroportos? Resposta: não. Aumentou o número de mortes nas estradas? Resposta: não, diminuiu em Agosto. Aumentou a criminalidade violenta? Não. Aumentou a área ardida até agora? Não, diminuiu quatro vezes, comparado com igual período de 2025. Mas isso que interessa, quando toda esta operação — obviamente soprada e alimentada de dentro da PJ, e certamente por razões de desforra pessoal — visa, antes de mais, servir o Chega e vingar a ofensa feita por Luís Neves a André Ventura, quando, com números e estatísticas na mão, desmentiu publicamente as suas alegações de que os imigrantes pobres faziam aumentar a criminalidade?

2No pelotão de fuzilamento de Luís Neves não poderia faltar João Miguel Tavares, o grande pregador moral do regime. Depois de ter esgotado os factos e os argumentos contra Neves, o nosso comissário para a Promoção da Virtude e Repressão do Vício atirou-se a Luís Montenegro, que, tendo declarado que não tiraria férias este Verão, foi fotografado um dia numa praia, por um desses também zelosos “jornalistas balneares”. Eu conheço este discurso populista e sei bem o que se pretende com ele. O melhor exemplo prático desta espécie de franciscano-fascismo foi-nos dado longamente pelo doutor Oliveira Salazar. Sem mulher nem filhos, “casado com a Pátria”, que lhe sustentava todas as necessidades financeiras até que uma cadeira o derrubou — do poder, mas não das benesses do Estado —, Salazar era um poço de proclamadas virtudes e um deserto de vícios, ou até mesmo de prazeres. Não frequentava restaurantes, nem cinemas, nem livrarias, nem concertos; nunca foi visto num estádio, numa tourada ou sequer numa praia; senhor de um Império que proclamava ir do Minho a Timor, nunca pôs um pé no estrangeiro, excepto numa ida a Sevilha para se encontrar com Franco. Foi o exemplo perfeito do governante que a ditadura exaltava e alguns ainda ensaiam promover. Pelo contrário, o melhor exemplo de um governante em tudo diferente, que a democracia nos deu, foi Mário Soares. Soares amava a vida, a praia, as viagens, os almoços com amigos, os prazeres da vida; gastava dinheiro em livrarias, em galerias de arte, em idas a museus ou concertos de música. Não é apenas o facto de eu preferir gente que aproveita e celebra a vida àqueles que, com inveja e medo de viver, se tornam reclusos de si próprios e castradores da liberdade alheia: é que me sinto mil vezes mais seguro com um primeiro-ministro que se atreve a fugir um dia ao trabalho para ir à praia do que com aqueles que vigiam os dias de praia alheios.

3Apenas 3% dos alunos mais pobres conseguiram entrar este ano nas universidades. Como disse um reitor, a constatação obrigatória é a de que falhou o elevador social — que a educação pública deveria garantir, depois de milhares de milhões nela investida ao longo dos anos. E falhou onde? No ensino secundário público — aquele onde “os professores a lutar também estão a ensinar”, lembram-se? Eis o resultado de 50 anos de luta da Fenprof, e não só, contra a avaliação séria de desempenho. Ou seja, na protecção dos medíocres, dos absentistas, ou dos grevistas das sextas-feiras. Ou haverá outra leitura possível para este número vergonhoso?

4Do Expresso: o Colégio de Cirurgia Torácica da Ordem dos Médicos enviou uma carta à ministra da Saúde “recusando as definições e os valores a receber” segundo as novas regras para cirurgia nos hospitais do SNS, estabelecidas após o escândalo no serviço de dermatologia de Santa Maria. Nessa carta, os cirurgiões avisavam a ministra de que já estavam a surgir, em protesto, atrasos nas cirurgias dos doentes com cancro de pulmão — o que, segundo os subscritores, “poderá significar a perda de anos de vida para doentes que poderiam beneficiar de tratamento cirúrgico adequado”. E assim encostada à parede, a ministra cedeu e recuou. Mas vale a pena lembrar que todos os anos a mesma Ordem dos Médicos leva a cabo várias sessões solenes do “Juramento de Hipócrates”, em que os novos médicos juram, entre outras coisas, que “a saúde e bem-estar dos meus doentes serão a minha primeira preocupação”. Pobre Hipócrates, estes são mesmo tempos novos!

5E a Europa com que tantos sonharam e sonhavam morreu neste mês de Agosto, em Ceuta. O tratamento que tantos líderes europeus deram a Espanha (incluindo países como a Finlândia ou a Dinamarca, que beneficiam do apoio político e militar de Espanha) foi de uma absoluta indecência e, simultaneamente, a consequência da autodestruição do ideal europeu levada a cabo por uma leva de dirigentes sem visão nem vergonha. Aos olhos deles, havia que tirar uma desforra de Pedro Sánchez, um exemplo raro de um líder que pensa pela própria cabeça, que se recusa a aceitar os ultimatos de Trump e da NATO, a alinhar na histeria anti-imigração ou a ser conivente com o branqueamento dos crimes de Israel. E que, ainda para mais e para desespero do PP espanhol, a mais estúpida direita europeia, vive uma situação económica próspera, comparada com a dos países que lhe querem dar lições. Por isso o quiseram matar: mas mataram, sim, a Europa, doravante uma simples associação de pedintes e contabilistas.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia
Do blogue Estátua de Sal

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

SOB SUSPEITA GRAVE:

"Antes de 2017 pouca gente conhecia André Ventura, fora do futebolês, onde parece que já era familiar (não pelas melhores razões, ao que consta).
Depois, um certo dirigente lisboeta do PSD sondou-o para ser candidato autárquico, Passos Coelho aceitou e o resto já sabemos, discursos incendiários, o "passismo" radical, os cravos na lapela com os camaradas do PC de Loures, o aparecimento de financiadores muito ricos, uns situados no estrangeiro, outros de famílias dos tempos do salazarismo, que nele viram o instrumento certo para um "trumpismo" à portuguesa.
Se foi conseguindo somar votos, o que o André nunca conseguiu foi encontrar espaço para ser confiável.
Mas podia ter aprendido, feito o seu caminho, um pouco como a Giorgia Meloni ou a própria Marine Le Pen fizeram.
Mas não. O André Ventura lá foi colecionando episódios em que lá ressurgia o expediente antigo que já se lhe colara à pele.
A intriga fracota, a mentirinha ou o teatrito evitável, a hesitação constante sobre o que fazer, desdizendo à tarde o que prometera de manhã.
Ele era, assim, até 28 de Julho de 2026, um tipo desacreditado, daqueles com quem gente com maneiras evita o contacto, por mera medida de bom senso.
Mas lá surgiu 28 de Julho, com a acusação feita de assalto ao gabinete parlamentar.
Coisas pelo chão, demasiados sinais de incongruência, bem no coração do regime constitucional português, da casa que a todos representa.
Desde 28 de Julho, Ventura passou a estar sob outra suspeita, muitíssimo mais grave: de ter forjado, ou deixado que se forjasse, ou aproveitado uma teatralização, aldrabando todos com uma grosseria nunca vista e mobilizando recursos públicos, recursos policiais e judiciários que terão de ser desviados de outras investigações e acções de segurança.
Como alguns sabem, André Ventura nunca me pareceu ser pessoa particularmente sagaz, ou especialmente inteligente.
Desde 28 de Julho a coisa mudou de figura, e hoje subsiste a dúvida se André Ventura cometeu (ou foi cúmplice com) ou não um crime dos mais graves
Talvez o PGR, Amadeu Guerra, deva atribuir prioridade máxima a esta investigação. E o PR devia falar publicamente no mesmo sentido. Já!"

Vitor Machado  

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Rute Sousa: selectivamente pró-vida?

Gaza: “É um horror. Há fome – fome total – no Norte, e está a avançar para  Sul” | Médio Oriente | PÚBLICO

Segundo Rute Sousa, uma mulher “conservadora” que considera que a comunicação social está tomada pela esquerda e pelo progressismo, algo que conjuga harmoniosamente com o facto de a SIC Notícias a ter vindo a promover activamente nas últimas semanas, uns dias como influenciadora, outros como especialista em comunicação, uma criança que seja violada pelo pai deve ser obrigada a ter o filho.

Vamos parar um minuto para pensar nisto.

Uma criança, que nem à adolescência chegou, deve ser obrigada a carregar um feto fruto de uma violação do próprio pai. Como se a possibilidade de se ser violada pelo próprio pai não fosse, por si só, horrenda, Rute Sousa defende que a criança deve ser obrigada a dar à luz um filho que é simultaneamente seu irmão, e viver com isso o resto da vida.

Tudo em nome da ideologia que a Rute defende.

Rute garante que se trata de uma ideologia “pró-vida”. A mesma Rute que defende Israel com unhas e dentes, contribuindo, enquanto influencer ao serviço do regime israelita, para a normalização da matança de milhares de crianças em Gaza ou da brutalidade exercida por colonos terroristas contra as famílias da Cisjordânia.

Ou seja: abortar um feto é crime, mesmo que resulte da violação de uma criança pelo próprio pai. Já matar milhares de crianças palestinianas, usando, inclusive, a fome como arma, é, aparentemente, um meio que justifica um fim.

Totalmente legítimo.

Como é que pessoas como a Rute Sousa dormem à noite?

03/09/2026 by

Do Blogue Aventar 

O terrorismo visto da varanda do Império:

((Luís Rocha, in Facebook, 01/09/2026, Revisão da Estátua)

A propósito de uma organização que luta pela libertação da Palestina ter sido convidada para estar na Festa do Avante e da algazarra que isso provocou na imprensa, com os accionistas da extrema-direita a descobrirem subitamente os horrores do terrorismo, resolvi juntar estas letrinhas em forma de catarse. Não sou comunista, nunca fui nem julgo que alguma vez venha a ser, e muito menos o Partido Comunista Português me encomendou o sermão, mas há coisas que ultrapassam as ideologias e entram directamente no território do bom senso.

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Do Blogue Estátua de Sal