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terça-feira, 3 de novembro de 2026

REVELADAS PRISÕES CLANDESTINAS NA UCRÂNIA:

Militares icranianos, que abandonam as suas unidades ou se recusam a continuar a combater no próprio exército estarão no centro de denúncias sobre a existência de prisões clandestinas na Ucrânia.
Nos arredores de Kiev, foi denunciada a existência de uma instalação onde estariam retidas cerca de 40 pessoas.
O caso foi noticiado pelo Kyiv Independent, pela Hromadske e pela Babel, mas não confirmado oficialmente.
O edifício estava ligado a uma unidade dos nazi- fascistas do 1.º Corpo da Guarda Nacional do batalhão «Azov». O próprio comando do Azov confirmou que ali se encontravam militares mobilizados e outros que tinham abandonado as suas unidades, à espera de serem colocados noutras.
O comandante da Guarda Nacional afirmou que estavam no local 18 militares, quatro dos quais foram hospitalizados.
O Serviço Estatal de Investigação abriu um processo criminal para apurar possíveis abusos de autoridade, coerção e ilegalidades nas condições em que os militares eram mantidos no edifício.
Entretanto, Kyrylo Budanov, chefe do Gabinete de Zelensky, afirmou a existência de "muitos edifícios destes" e a necessidade de investigar o que acontece no seu interior.
O que o braço direito de Zelensky nao respondeu, mas devia ter respondido é às seguintes questões: Se existem muitas instalações deste tipo, quem as controla? Que papel desempenha o batalhao Azov nos alegados maus tratos dos presos? Estas instalações funcionam sob ordens da cadeia de comando militar ou à margem dela? E até que ponto as autoridades conhecem e fiscalizam o que ali acontece?
Não basta investigar o que aconteceu num edifício. É preciso esclarecer o que se passa nos outros.
É isso que a investigação terá de apurar.
No entanto, os apuramentos em Kiev, como bem sabemos, ficam quase sempre por apurar sem deixar em apuros a Europa que se proclama democrática.

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