A Polícia de Segurança Pública (PSP), através do seu Corpo de Intervenção, desmantelou na madrugada desta terça-feira os acampamentos de protesto instalados na Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, e no Porto. A operação resultou na detenção de vários manifestantes que ofereceram resistência às autoridades.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
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terça-feira, 20 de outubro de 2026
Desocupação forçada de protesto pela habitação gera confrontos e detenções no Rossio:
O desmantelamento aconteceu em simultâneo com o do Porto, onde os manifestantes acabaram por ceder ao ultimato policial e desmontar as tendas voluntariamente para evitar detenções.
De acordo com relatos televisivos, a intervenção policial teve início pouco antes das seis horas da manhã, momento em que a PSP emitiu um aviso final para a desocupação imediata do espaço. As ações na capital e no Porto decorreram em simultâneo.
Numa tentativa de travar o avanço das forças de segurança, os ativistas concentrados no Rossio desde o passado sábado formaram um cordão humano. Contudo, a unidade de intervenção progrediu sobre o perímetro, desencadeando confrontos em que alguns manifestantes acusaram a polícia de uso excessivo da força.
A ação policial culminou com a identificação e detenção de diversos indivíduos, que aguardaram os procedimentos legais sentados no recinto da praça.
Após a retirada forçada, os ativistas recuaram em direção à Praça da Figueira, onde se concentraram temporariamente. O grupo acabou por decidir desmobilizar, mas deixou a garantia de que irá retomar as ações de protesto na próxima quarta-feira.
No Rossio, a PSP removeu a totalidade das tendas que ocupavam o recinto. Segundo confirmou a agência Lusa no local, as equipas municipais iniciaram de imediato os trabalhos de limpeza e reposição da normalidade na zona.
A iniciativa, organizada sob o mote "Não dá mais? Então monta a tua tenda!", visava contestar a perda de qualidade de vida e a atual crise na habitação. Horas antes da intervenção, durante a madrugada, os participantes tinham votado a favor da continuidade do acampamento, ignorando os apelos prévios das autoridades que tentavam evitar uma desocupação coerciva.
Dirigindo-se através de um megafone às centenas de pessoas que permaneciam na Praça D. Pedro IV (Rossio), a porta-voz da Acampada de Lisboa, Ana Luíza, partilhou os detalhes de uma comunicação estabelecida com a Polícia de Segurança Pública (PSP) por volta da meia-noite.
Segundo a representante, as autoridades dirigiram um apelo aos manifestantes para que abandonassem voluntariamente o local, alertando que uma desocupação forçada poderia ocorrer a qualquer instante, embora sem definir um horário concreto.
Manifestantes no Porto retiram tendas sob ameaça de detenção
No Porto, os manifestantes que ocupavam a Praça D. João I há cerca de uma semana, em protesto contra a crise na habitação, optaram por desmantelar o acampamento na madrugada desta terça-feira face à iminência de uma carga policial.
Imagens divulgadas pelos canais de televisão mostram que, pouco antes das seis da manhã, a Polícia de Segurança Pública (PSP) fez um aviso final aos presentes. As autoridades exigiram a remoção imediata das dezenas de tendas instaladas e advertiram que quem resistisse seria detido.
Perante a ordem, o grupo acatou a indicação e começou a recolher o material de campismo, embora alguns ativistas tenham decidido permanecer temporariamente no local.
Na noite de segunda-feira, uma assembleia popular que reuniu 35 manifestantes votou a favor da continuidade do acampamento no Porto, onde as ações de protesto pelo direito à habitação decorrem desde o dia 10 de outubro.
Esta decisão surgiu depois de o coletivo já ter sido alertado pelas autoridades na noite anterior. Tal como aconteceu na capital, a polícia informou os ativistas de que a ocupação do espaço público era ilegal, advertindo que a insistência na permanência configuraria um crime de desobediência.
DN - 20102026
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