Fez um conjunto de considerações politicamente "desalinhadas" com o PS e a governação de António Costa e com o actual rumo de José Luís Carneiro, veio gritar em consideráveis parangonas o nada neutro jornal Observador.
Ora, que eu me recorde, o Pedro Nuno não tem feito outra coisa desde há uns 10 anos que não mostrar "desalinhamento", pensamento próprio, fazendo com frequência a proposta de novas ideias políticas. E, note-se bem, em 2024 ficou a 50.000 votos de ser Primeiro-Ministro.
O "desalinhamento" do Pedro é uma das suas irredutíveis qualidades, o que o torna numa verdadeira reserva política. Para o PS como para o país.
E eu, será que também considero, como parece que o Pedro fez, que na governação de Costa e agora na liderança de Carneiro não esteve tudo bem?
Claro que o acompanho numas matérias e talvez não noutras.
Mas é seu o mérito de agitar as consciências e vir alertar para que a alternativa política em Portugal tem muito especiais responsabilidades e deve ser afirmada com muito mais clareza, muito mais assertividade e com compromisso verdadeiramente transformador do estado de coisas.
Ainda bem que o Pedro Nuno veio relembrar estas evidências.

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