
Confesso que reflecti um bocado antes de avançar para este texto. Mas a irritação é demasiada e não consegui evitar.
Estou farto desta narrativa de que temos de estar gratos a um jogador de futebol pela “identidade nacional” ou por “colocar Portugal no mapa”. Cansa. É redutor. É ignorante e, no limite, é até bastante anti-patriota pensar assim. Se Portugal, enquanto país, deixa a sua imagem depender de um jogador de futebol, para o bem e para o mal, então Portugal não é um país. É um entreposto de néscios deslumbrados com a grandeza de um só um homem.
Portugal tem mais de novecentos anos de História. Já éramos Portugal antes do jogador de futebol e continuaremos a ser Portugal depois do jogador de futebol. Seja esse jogador de futebol quem for. Sim, Cristiano Ronaldo é uma marca e, como tal, usa o marketing e a publicidade a seu favor. E aprendeu-o, sobretudo, em Madrid, no clube que melhor faz lavagem de imagem na Europa. Na Arábia, cimentou-o: depois de lavada a sua própria imagem, especialmente depois da fuga ao fisco espanhol e da violação de Kathryn Mayorga, foi lavar a imagem da pior ditadura do Mundo a troco de muito dinheiro. A carreira futebolística de Cristiano acabou quando saiu da Juventus; tendo, a partir daí, virado a antena para os negócios, sendo o futebol apenas a linha férrea que transportava o comboio até ao destino final.
Um estupendo jogador de futebol que como pessoa deixa muito a desejar, por tudo o que tem mostrado ser neste final de carreira. [Read more…]
07/07/2026 by
Do blogue Aventar
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