O Ministério Público Federal da Alemanha apresentou acusações contra o ucraniano Serhii K., atualmente detido em Hamburgo, que pertence a uma unidade de forças especiais militares, no caso da destruição do gasoduto Nord Stream.
É acusado de ser o líder da equipa que destruiu o gasoduto Nord Stream a partir do veleiro Andromeda.
De acordo com informações obtidas pela ARD, SZ e Die Zeit, as provas contra K. seriam esmagadoras (o cidadão ucraniano terá falado sobre os ataques telefónicos com familiares e conhecidos enquanto estava sob custódia). Os investigadores terão ainda encontrado elementos no seu telemóvel que indicam o seu envolvimento no ataque, segundo fontes de segurança.
De acordo com o Tribunal Federal de Justiça (BGH) em dezembro, K. era, à data dos acontecimentos, "membro de uma unidade de forças especiais militares das forças armadas ucranianas, com a patente de oficial – ou seja, com responsabilidades de comando".
A decisão do Tribunal Federal de Justiça (BGH) refere ainda que o ato foi muito provavelmente cometido "em nome de um Estado estrangeiro", no âmbito de uma operação de inteligência. Segundo a decisão, as autoridades estatais de Kiev foram responsabilizadas. O mentor do ataque seria o ex-oficial dos serviços de informação ucranianos Roman Chervinsky, que nega as acusações.
A equipa ucraniana, composta por vários mergulhadores civis, terá colocado bombas artesanais no fundo do Mar Báltico há quase quatro anos. A 26 de setembro de 2022, os explosivos detonaram com atraso, destruindo três dos quatro gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2.

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