
Aparentemente, o conflito no Irão terá chegado ao fim. E chega ao fim sem que qualquer objectivo enunciado por Trump no final de Fevereiro, quando ordenou o ataque contra o regime teocrático, tenha sido alcançado.
Contas feitas, os EUA não derrubaram o regime, não vergaram militarmente o Irão, não destruíram os proxies e, em bom rigor, não mudaram nem obliteraram coisa nenhuma. O único efeito prático da intervenção americana ordenada por Telavive foi a oferta, numa bandeja dourada, de uma nova e poderosa arma à Guarda Revolucionária Iraniana, que é quem, de facto, governa o país: o Estreito de Ormuz. Mais eficaz e fácil de usar que a hipotética arma nuclear que o Irão nunca teve nem estava perto de ter.
O regime americano sai deste conflito em pior posição no Médio Oriente. Aliados desconfiados e com elevados prejuízos, capacidade de produção e exportação de petróleo e gás altamente condicionada, portagens no Estreito de Ormuz e o stock de antiaéreas em mínimos históricos. Até os Patriot estacionados na Coreia do Sul foram transferidos para a região.
Já os oligarcas do trumpismo ganharam imenso dinheiro. Trump, os seus filhos, o seu genro, os techbros, os fundamentalistas evangélicos e os cryptomafiosos saem disto com os bolsos cheios. Os restantes – onde eu e o caro leitor nos incluímos – ficaram mais pobres.
30/06/2026 by
Do blogue Aventar
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