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segunda-feira, 1 de junho de 2026

O Pedro (Passos Coelho) e o Luís (Montenegro):

 

O Luís deve estar a governar tão mal que até o Pedro, que foi um desastre, se acha no direito de pensar que é capaz de fazer melhor.

Não é estranho que o Pedro queira voltar, sobretudo ao ouvir o que dizem dele os que elogiariam qualquer indigência política da mesma origem partidária, o que surpreende é que o levem a sério.

Não vale a pena trazer à colação o que foi a catástrofe da sua chegada ao poder, para o País e para o próprio PSD, sobretudo para este que pode não se ressarcir de tão trágica herança. Bastaria lembrarmo-nos que o Pedro foi um produto de Miguel Relvas e Marco António, que chegou ao poder porque o obrigaram a dar o dito pelo não dito depois de se ter comprometido a apoiar o PEC-IV.

É ocioso lembrar que a crise das dívidas soberanas não foi responsabilidade do governo de turno, no caso liderado por José Sócrates, mas uma das crises cíclicas do capitalismo prevista por Marx, um nome diabolizado, vá-se lá saber porquê. Dizer que o PEC-4 teria poupado Portugal às consequências mais gravosas é uma heresia, apesar das evidências de que o plano, aprovado pela senhora Merkel, teria resultado, como planos semelhantes resultaram noutros países.

Mas falar disso é tão grave como reconhecer o mérito do Governo da Geringonça na recuperação, governo que, meia dúzia de anos volvidos, passou de virtuoso a diabólico.

À guisa de provocação deixo aqui uma certeza, não foi a venalidade de Ricardo Salgado que fez falir o Banco Lehman Brothers, foi a crise das dívidas soberanas cujas ondas de choque arrastaram numerosos Bancos pelo mundo. Ricardo Salgado, o banqueiro em cuja casa foi preparada a candidatura de Cavaco a PR, com os casais Marcelo, Durão Barroso e o próprio Aníbal, foi também vítima da crise. As suas fraudes de milhões são uma gota de água nos milhares de milhões de euros que a crise e o governo do Pedro custaram a Portugal.

Se houvesse memória, era escusado lembrar o fracasso do governo do Pedro, a tragédia das privatizações e a sua absoluta indigência ética, política e cultural.

Bastaria lembrar a abolição dos feriados do 1.º de Dezembro e 5 de Outubro para termos a certeza de estar perante um apátrida amoral, analfabeto e inimputável.

Na véspera da mais humilhante derrota dos EUA no Irão, e, com ela, de todos os aliados, ou de uma guerra com risco de se globalizar e englobar a que se trava na Ucrânia, a luta entre o Pedro e o Luís é uma guerra entre duas inutilidades com aplausos e apupos das bancadas.

Do período académico do Pedro e da companhia com Sousa Lara, que o convidou para catedrático, fica apenas o fino recorte da linguagem que se refina entre almocreves e que agora trouxe para o espaço mediático, curiosamente na apresentação de um livro.

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